Resenha de PLEDGE, de the GazettE (VVV Records, 2010). Nota: 9,0.

“Agora é esperar ansiosamente o lançamento de ‘Pledge’, para sabermos o que nos é reservado.” foi o que disse o Aloisio na última resenha sobre the GazettE, e eu posso dizer: foi inesperado. Muitos fãs estavam esperando uma volta ao Gazerock, mas a música que ganha o PV é composta de belas melodias, muitos elementos calmos e uma coisa que nunca havia ouvido: o Uruha tocando violão... Ao menos para mim foi inesperado.

De onde se esperava um ábum, o single está muito bem composto, e, após dois singles de músicas mais rápidas como suas principais, a quebra feita por “PLEDGE” foi bem colocada.

O single começa com a faixa-título, que mistura um piano com a voz de Ruki de começo. Quando se escuta em meio a sua playlist de the Gazette, o começo de “PLEDGE” nos remete muito à música “People Error”, de Stacked Rubbish.

A música é bela e bem-feita. Quando a banda entra como um todo, nota-se que the Gazette está novamente ali. Com uma virada de Kai, Ruki entra no refrão com um backvocal muito bem mesclado e, ao final da frase, um riff de Uruha. Neste momento, após o refrão, começa novamente a melodia do piano, mas agora com dois violões. Depois, a banda entra novamente, e Ruki consegue mostrar sua beleza nos vocais. E um solo de guitarra que, por vezes, é dobrado em intervalos muito bem sincronizados — não é virtuosístico, mas é belíssimo como toda a música até agora. Após Ruki voltar com os vocais, Reita, Kai, Uruha e Aoi deixam que Ruki guie a música com um piano novamente até a entrada de um novo refrão, para a música ir para seu fim. Após um breve riff de guitarra, a música encerra com o piano e Ruki novamente sozinho.

Quando “THE TRUE MURDEROUS INTENT” começa, quase chega-se a pensar: “the GazettE fez um single romântico e calminho...” e começamos a nos desapontar, mas então, após vozes femininas e uma batida eletrônica de pouco mais de seis segundos, Ruki solta um berro e a banda entra com todo o peso. As guitarras são muito bem colocadas e uma completa a outra até quando a música entra em uma parte movida novamente, com Ruki berrando novamente. Nos refrões, mescla-se a voz limpa com berros e o que seriam samples das vozes femininas. Reita sempre se sobressai quando o assunto são sons graves, e pode-se perceber sua presença lá sempre, enquanto Kai manda a batida com quebras nos tempos certos. A música preenche a parte de peso do single.

“VOICELESS FEAR” começa calma com algumas vozes femininas ao fundo de Ruki cantando, até que Aoi e Uruha entram com riffs após Reita mandar mais algumas palhetadas no seu baixo, no que parece um riff também. A bateria de Kai está mais movimentada nesta música e, quando a música entra nas partes que são de menos peso, ele utiliza pouco elementos do set de sua bateria, fazendo com que a música não desacelere, mas se transforme. Quando os refrões voltam, ele sempre faz viradas muito boas. Existe uma parte em que Ruki se alterna nos vocais com alguns backvocals, que passa para uma parte em que ele deixa a banda comandar por alguns momentos, e a música se torna um pouco mais calma, mas para voltar ao último momento: Kai emenda viradas de bateria que deixam a coisa interessante. Mais para o final, como um momento de encerramento do trabalho todo, parece que não terminam a música, mas a deixam no ar.

Não sabemos o que nos aguarda no próximo trabalho de the GazettE, mas com certeza será muito bom. Todos os singles, até aqui, estão um mais interessante que o outro, e espero que consigam manter o nível musical produzido até agora, pois seus fãs estão esperando ansiosamente por um the GazettE com o velho Gazerock, mas reinventado.

Não era bem o que os fãs esperavam após os trabalhos que estão vindo da banda e o que havia sido falado sobre este trabalho em específico ser um álbum, mas é um ótimo single e está bem-feito. O the GazettE mostra por que continua sendo uma das bandas mais influentes do cenário visual kei.

Agradeço aos que leram! Comentem!

Edit: Agradeço a Dani, que comentou sobre Uruha tocando violão. Não é esta a primeira vez que ele toca, ele já o fez em outras duas músicas: no single “Distress and Coma”, com a música “Without a Trace”, e no álbum NIL, com a música “Nama Atatakai Ame to Zaratsuita Jōnetsu”. Ouvi ambas e realmente me equivoquei. Obrigado!


Publicação original de 04/01/2011.

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