Resenha de SMG, de SEX MACHINEGUNS (EXELLEX, 2011). Nota: 6,0.

Que ANCHANG não arrisca mais o tempo todo os agudos do passado, todo mundo já deve ter percebido, mas o que se passa neste SMG é algo bem além do mero envelhecimento. Chegamos a 2011 e ao álbum de comemoração aos vinte anos de carreira do grupo. E, depois de tanto tempo, o cansaço, implacável, parece ter finalmente alcançado o SEX MACHINEGUNS.

Afundado em nostalgia, o eterno líder da banda tenta resgatar sem sucesso as harmonias tensas e estruturas brutas de MADE IN JAPAN (1999). Quando não soam totalmente sem brilho, como em “KONNYAKU PUNCH”, as faixas são prejudicadas por uma qualidade de gravação horrorosa, vide o som da bateria em “IMAGE DEATH”, similar ao de latas de Nescau sendo marretadas por amassadores de alho.

A precariedade dos timbres dos instrumentos, provavelmente graças ao fim do contrato da banda com uma gravadora de grande porte, é geral. Até mesmo a voz de ANCHANG foi prejudicada.

Mesmo com momentos realmente bons — são eles as já conhecidas “37564”, “YELLOW TUBE” e as inéditas “SUNSHINE”, “TIGER TIGER” e “ALADDIN” —, SMG é o álbum mais fraco já lançado pela banda. O que é surpreendente, já que o miniálbum lançado em fevereiro é facilmente um dos CDs mais legais do ano.

Longe da alegria e paixão espontânea de sempre, o SEX MACHINEGUNS mais parece um comediante aposentado d’A Praça É Nossa que repete com dificuldade as mesmas piadas sem nunca lembrar os finais.


Publicação original de 14/09/2011.

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