Resenha de Victoria Cross, de JAM Project (Happinet Pictures, 2011). Nota: 8,0.
Nem preciso dizer que essa história de banda de rock tocando com orquestra já deu o que tinha que dar faz muito tempo... Confesso que isso nunca me cheirou bem, suspeita essa confirmada por soporíferos resultados nesse formato como os do Metallica, Scorpions ou Yngwie Malmsteen.
Mas, tenho que reconhecer que a combinação rendeu mais que o esperado com o JAM Project. Os arranjos de faixas como “VICTORY” e “Hagane no Messiah” revelam facetas adormecidas pelas guitarras e tecladeiras habituais.
Ocasionalmente, surgem percussões, sopros e violões, gerando cruzamentos inusitados. A grandiosidade da orquestra mais as vocalizações lembram o poder de fogo das antigas marchas-tema de tokusatsus, como em “GARO~SAVIOR IN THE DARK~”.
Por mais que ouvir o disco do começo ao fim seja uma experiência cansativa, Victoria Cross é o primeiro sinal de inovação na carreira do JAM Project em anos! Sem dúvida é material só para fãs, mas não deixa de ser intrigante e até surpreendente que o grupo tenha mudado seu statu quo.
Publicação original de 15/04/2011.