Resenha de NAKED/Fight Together/Tempest , de Namie Amuro (avex trax, 2011). Nota: 5,0.

Ah, o mundo pop e suas maneiras estranhas... No início de 2002, Namie Amuro resolveu assumir os rumos da sua carreira e da própria vida. Deu um fim na parceria com o hitmaker certeiro Tesuya Komuro, evitou aparecer em grandes programas de TV, divorciou-se do marido e caiu de cabeça no R&B.

Poucos poderiam abdicar tantas coisas com segurança, mas Amuro era uma das principais responsáveis pelas milhões de vendas que levaram o, à época de sua contratação, selo independente avex a se tornar o conglomerado monstruoso de escritórios atual.

Como resultado, a rainha do hip hop criou suas melhores canções, tanto solo quanto no projeto Suite Chic. Apesar dos bons resultados, a cantora sofreu um forte declínio de popularidade que provavelmente deve tê-la traumatizado.

O que acontece neste NAKED/Fight Together/Tempest é o mesmo fenômeno que se repete há dois ou três anos, desde que Amuro reconquistou sua fama: um punhado de canções genéricas produzidas por seja lá quem estiver no topo das paradas da Oricon.

Por mais que “NAKED” seja uma lição aos girls groups coreanos em como fazer um dance-pop interessante sem perder nem um pouquinho do teor rebolativo, “Fight Together” e “Tempest” são sonolentas de tão bobas e inofensivas. A primeira é um electro felizinho que faria feio até como b-side. Já a última lembra as piores baladas de festas de aniversário de quinze anos.

Fracas, pouco inspiradas, derivativas por si só. Se comparadas ao material, por vezes, ambicioso que ela costumava lançar, são até infantis. Mas, no momento enquanto escrevo essas palavras, provavelmente já tenha vendido milhões de cópias. Só na pré-venda!

Isso deve fazer algum sentido num universo paralelo...


Publicação original de 25/07/2011.

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