É falando sobre notícias ou casos polêmicos do cotidiano ou não que Renato Reish faz sucesso com o seu vlog. Com humor e irreverência, ele tem o objetivo de fixar a ideia e expor sua opinião ao público de acordo com o tema proposto em cada vídeo. Como ele afirma, “é verdadeiramente o humor cotidiano da tragédia suburbana”.

Confira, a seguir, a entrevista que eu fiz com ele:

1. Como surgiu A hora do Reish?

Como sabe, tenho muito contato com o PC (Siqueira) e o Diego, seus canais são muito bons, foram eles que me incentivaram para começar o meu.

2. Recebe muitas críticas? Quer dizer, te comparam muito com eles? Como você lida com isso?

No começo, eu tive bastantes críticas, principalmente que estava copiando o PC; acho que todo vlogger que começa passa por isso. Mas eu sou desencanado, respeito a opinião alheia, não me incomodei de nenhuma forma com as críticas. Depois o canal foi criando mais personalidade e as críticas deram lugar a elogios, comentários divertidos e sugestões de novos vídeos.

3. De onde surgem as ideias para os vídeos, além das sugestões dos fãs?

Eu leio muito, estou sempre vendo as atualidades, gosto de ler principalmente notícias e, por vezes, vejo coisas que me irritam, que me constrangem ou que simplesmente não me convencem e acabo comentando isso nos vídeos, mas acabei intercalando assuntos sérios com partes engraçadas, o que torna tudo mais solto e prende a atenção.

4. Quando você está gravando o vídeo, é algo espontâneo ou é planejado?

Eu procuro só ter base no tema que vou falar. Não adianta eu só ter a ideia e sair falando um monte de baboseira que não tem nada com nada. Tendo o tema e uma base, eu falo espontaneamente, não tem qualquer tipo de script e sempre dou minha opinião sobre aquilo, o que às vezes gera polêmica.

5. Quando você tem uma ideia de vídeo e não tem tempo para gravar, você “guarda” a ideia em algum lugar ou a deixa de lado?

Eu guardo. A ideia do meu próximo vídeo ta guardadinha aqui... Hahaha porque não vou ter tempo pra gravar esses dias. É bom para amadurecer as ideias, mas tem tema que realmente não tem como. Se for uma notícia, então, não dá pra deixar passar muito tempo.

6. Você acha que os vlogueiros estão sendo influentes em relação ao comportamento e opinião dos jovens?

Acredito que sim... O vlog é uma nova forma de mídia, ainda não tão difundida quanto a TV, mas com grande influência sobre os jovens, principalmente. Somos formadores de opinião, sim, mas não somos donos da verdade. Não pode confundir as coisas. Tenho recebido comentários de pessoas que eu conheço e que veem meus vídeos, e eles dizem nunca ter pensado num determinado assunto daquele ponto de vista.

7. Você é a favor ou contra a agressividade como meio de tentar anular certo comportamento dos jovens? Acha que isso pode causar certo preconceito? Por quê?

Sou contra qualquer tipo de agressão, não há o que explique ou justifique atos violentos. Acredito que ainda somos civilizados a ponto de poder conversar e chegar a um consenso. Isso serve tanto pra adultos quanto pra jovens. Preconceito? Creio que não, isso não é um tema que gere esse tipo de sentimento.

8. Em sua opinião, a fome continua existindo por que a política age de forma deliberada?

Sim, hoje ainda vivemos num mundo em que a importância das pessoas está diretamente ligada ao lucro que ela pode gerar. Vemos políticas — não só no Brasil — que valorizam aqueles que têm muito e desprezam os mais pobres. A fome esta ligada a isso, muitos políticos não pensam no propósito que eles foram colocados ali, só pensam em benefício próprio ou dos próximos a ele.

9. Segundo o vídeo “modelos versus beleza e adesivos de família”, você acredita que a má alimentação das modelos é um problema ignorado pela moda brasileira e, por isso, os índices de anorexia e bulimia continuam altos?

Não afirmo isso porque não há um dado concreto com relação aos índices dessas doenças nas modelos, mas é óbvio que ainda há essa pressão sobre essas garotas para que elas mantenham o “padrão” de beleza estabelecido. Acho, sim, que deve ter bastante modelo por aí com bulimia e anorexia devido a isso, bobo é aquele que não vê, pois elas desfilam pro mundo todo ver!

10. Alguém já te comparou com outro vlogueiro e/ou ator famoso, além do PC?

Não, ninguém fez isso. Era sempre com o PC, mas depois parou.

11. Você acompanha algum vlog? Se sim, quais e por qual você começou?

Acompanho alguns, sim. O Mas Poxa Vida, do PC, o Vlog do Diego, tem um que eu sempre assisto apesar de ser bem novo que é o do Roger Benet chamado Música Diferente e assisto também o do HeavyMetalAuPair. Eu comecei pelo do PC, mas foi depois que eu me formei que tive mais tempo de acompanhar mesmo os vlogs.

12. O vlog interfere muito na vida pessoal? Como e por quê?

Não posso dizer que não interfere nada, mas não interfere taaaaaanto assim. hauhauah Na verdade, mudou um pouco minha rotina, depois dos vídeos meus followers no Twitter cresceram e sempre entro para saber o que esta ocorrendo, e o tempo mesmo que tenho que dispensar pra isso tudo: gravar e editar os vídeos, responder comentários, Twitter, às vezes minha namorada reclama um pouco, mas nada de outro mundo.

13. Quais as dicas que você dá para aqueles que querem seguir o mesmo caminho e não sabem como?

Primeira coisa é não desanimar com críticas, porque elas vêm, você querendo ou não. Não desista! Segundo: fale o que quiser, somos livres, temos liberdade de expressão neste país, seja você mesmo.

Obrigada, e que você tenha cada vez mais sucesso como vlogueiro! :D

Haha... Eu que agradeço. Foi bem legal!

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A seguir, assista um de seus vídeos:


Publicação original de 11/02/2011.

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