Resenha de Rouge, de -OZ- (LOOP ASH RECORDS, 2010). Nota: 8,0.
Após um ano desde o seu primeiro álbum, a banda -OZ- traz, em novembro, um álbum com músicas que ficam entre o visual kei mais melódico e um com berros e guturais, muitas vezes misturando os dois estilos, deixando o álbum com um tom meio melancólico e sombrio, como já é característica dos novos artistas do estilo.
O álbum começa com “Birthday”, que, pelo nome e pela duração de dois segundos, engana ao parecer uma abertura simples e calma do álbum, pois logo já se torna envolvente com uma batida forte no começo e um piano regendo o começo do CD. Alguns efeitos, e começa o peso da banda com guitarras e guturais ao fundo, e voltando ao momento do piano com efeitos e a batida.
“Rotate me” remete muito às bandas de metalcore, pois possui riffs de guitarras e vocais misturados de clean e screamo. Com um solo simples mas expressivo de guitarra e com muito movimento, a música é ótima para agitar. Com “LEAD” seguindo no mesmo gênero, mas sendo um pouco mais calma, com algumas partes em que Natsuki mostra todo o seu potencial como cantor, leva muito bem a mais um solo de guitarra melódico. É possível sentir que, em alguns momentos, Nao mantém a linha de baixo muito bem-definida, enquanto as guitarras estão em riffs. Zukki começa “flood bead” dando uma batida calma e certeira e, enquanto não existem guitarras, Nao segura a música com Natsuki. A música tem, ainda, alguns guturais, mas quem manda nela é a bateria e o baixo. As guitarras entram completando a banda, mas não existe muita presença, comparada ao resto da banda.
“Pressed flower” já teve um PV e um single em seu nome, e não é por menos. A calmaria de “flood bead” apenas preparou a banda para que Natsuki mostrasse novamente seu potencial como cantor, e as guitarras, agora com um riff constante, fossem sentidas novamente como parte da banda. Sem dúvida, uma das melhores músicas do álbum. “REborn” parece trazer o lado mais negro da banda, com uma bateria bem quebrada, guitarras dissonantes e um baixo com uma linha que se utiliza até de slaps. O refrão é a parte em que Natsuki não utiliza de guturais. “PLANT” é, novamente, pesada. Não tem tantos guturais, e tem partes em que guitarras fazem riffs solitários, o que deixa a música um pouco mais interessante. “Bitter&Sweet” mostra Aki e Tama muito bem sincronizados nos riffs dobrados, enquanto Natsuki, mais uma vez, usa-se de guturais e, no refrão, deixa a voz limpa para cantar com seu timbre de voz inconfundível até aqui. Há uma parte mais para o final que é calma, mas termina novamente com as guitarras bem colocadas. “Strings” começa com Aki e Tama novamente em sincronia, que é demonstrada durante a música mais ainda, e existe um sample interessante no início que remete ao piano de “Birthday”. Assim como “flood bead” foi de Zukki e Nao, “Strings” é muito mais de Aki e Tama, que estão mais para o final do álbum representando as guitarras muito bem, e aparecendo. “Rain Delay” começa muito melódica com uma guitarra, e mantém a calma até no refrão, mas é quando as guitarras ligam as distorções e transformam a música. Após ela, volta a ser calma como antes. Um refrão seguido de um solo muito bem-representado de guitarra, ainda que a música sendo calma, tem o visual kei em sua essência. Termina como começa: com o riff da guitarra. “Seventh Tier” vem como um novo suspiro de vida, em que a banda mostra, como um todo, suas características. Destaque para as viradas de Zukki, que, ainda aqui, surpreendem. “THRUST” vem finalizar todo o peso do álbum, mostrando a banda, mais uma vez, como um todo. “Sky high” é o que, no álbum todo, surpreende. É bela, melódica, gostosa de se ouvir, clara e calma. Ainda que o peso e a distorção estejam presentes no refrão e no solo de guitarra, pode-se dizer que é uma das melhores músicas do álbum, e encerra-o de forma no mínimo, peculiar.
-OZ- é uma banda que vem surpreendendo no cenário visual kei, e ainda é pouco conhecida por aqui, mas este é um ótimo álbum, e aconselho-o a todos que curtem o estilo.
Agradeço a todos que leram! Comentem!
Publicação original de 03/01/2011.