DarkWriterBR. Este é o pseudônimo do escritor (ou escritora) de uma obra que ainda não tem título, mas os capítulos já estão sendo lançados em sua comunidade no Orkut.

O autor (ou autora), cujo nome será revelado quando o livro for publicado, escreve para aqueles que procuram por uma história surreal e moderna, independentemente da idade.

Sinopse

Mary Prince é uma linda garota de 16 anos que vive em um típico bairro nobre do Reino Unido. Filha de um conceituado médico e de uma mãe mimada, acabou puxando as qualidades e os defeitos dos pais. Nas férias de verão de um ano muito conturbado para todo o planeta, a família Prince decide fazer uma longa viagem para uma cidadezinha no norte da Grã-Bretanha. Porém, a viagem se torna muito mais longa e estranha do que o esperado. De meteoritos caídos do espaço a monstros esqueléticos, a garota Prince se depara numa aventura surpreendente e assustadora, onde o céu e o inferno nunca estiveram tão próximos.

Segue, abaixo, a entrevista que eu fiz com DarkWriterBR:

[Hana] Você escreve desde quando?

Escrevo desde muito pequeno(a), mas a primeira vez que escrevi um “livro” (de fato) foi no ensino fundamental. Eu gostava de escrever historias malucas e usar os colegas de classe como personagens.

[Hana] Quando começou a escrever, já eram histórias de terror, ou começou a escrever drama; romance, e com o tempo foi passando a gostar do mistério e aventura?

Comecei com terror, inspirado(a) por filmes. A história chegava ser bem engraçada até, então não sei bem se era comédia ou horror (risos). Na verdade eu gostava de narrar as mortes dos personagens (colegas), e isso dava um ar comigo ao livro. Era sempre bom ver alguém lendo sua própria morte. Divertia-me muito!

[Hana] Mas você gosta de drama e romance, ou o universo mais fascinante mesmo é o suspense e o terror? Por quê?

Na verdade eu gosto de uma mistura disso tudo. Meu livro não é só horror, não é só aventura... Com o tempo, os leitores serão guiados para todos esses universos. Eles sentirão medo, paixão, ódio, graça, fascinação, nojo!... Quero que eles sintam todas as sensações que a leitura possa proporcionar. Não quero me prender a um gênero definido, entende? Até porque a vida é uma mistura de tudo, ela nunca é algo só. Por mais difícil que a vida de alguém seja, ela sempre conhecerá algo bom, algo que fará um sorriso dominar sua face. E por mais que a Mary esteja num lugar ruim, por mais que o tema do livro seja algo meio dark, eu vou mostrar que nem tudo é escuridão e terror.

[Hana] Entendo, e acho interessante, algo que com certeza prende os leitores, porque afinal, creio que seja isso que eles procuram, né? Um universo diferente, não só terror, não só drama, mas um pouco de tudo, como você disse. E, pelo que eu estava lendo, você escreve muito bem. Alguém já te comparou com algum escritor famoso? Como foi?

Sim, comparam demais. Desde o Stephen King, passando por Rick Riordan e chegando a C.S. Lewis. É estranho quando dizem isso, até porque nunca li nenhum livro dos três autores. Mas Stephen King é considerado o mestre do horror (isso qualquer um sabe), então eu fico muito emocionado(a), assustado(a) até, quando me dizem isso. Rick Riordan, por exemplo, está no topo dos livros mais vendidos! E tem o gênio C.S. Lewis, que simplesmente dispensa comentários.

[Hana] O que espera do seu livro quando ele for publicado?

O que espero? Na verdade não sabemos se será publicado, não é? Mas eu torço, primeiramente, pra que agrade aos leitores. E, claro, quero fazer algo bom, diferente. Quero mostrar outro lado da literatura. Gosto da perspectiva do leitor sentir na pele o que os personagens do livro estão passando, mas também deixo espaço para que cada um interprete as palavras escritas do seu modo. Livro é uma coisa muito fascinante exatamente por causa disso. Cada pessoa imagina de um jeito, com um olhar diferente... Não é igual aos filmes, em que a criatividade já está determinada, limitada. Livros deixam sua mente voar.

[Hana] Pretende um dia traduzi-lo para outras línguas e publicá-lo não só aqui no Brasil, mas também fora dele?

Na verdade o livro já está sendo traduzido pro italiano. E estou conversando com outros três tradutores brasileiros (de espanhol, inglês e francês) para que traduzam o livro para mais idiomas. Sim, vamos usar o Twitter para espalhar a história de Mary Prince por todo mundo.

[Hana] Afinal, como surgiu a ideia para escrever essa história?

Lembra que eu escrevia historinhas no ensino fundamental? Então, uma dessas histórias cresceu tanto que se tornou no que Mary Prince é hoje. Mas isso levou anos, não foi de uma hora pra outra.

[Hana] E esse livro será uma saga?

Sim, eu escrevo com essa perspectiva. Tenho rascunhos que seria o bastante para desenvolver uma saga de alguns cinco livros, porém isso também iria depender do interesse da editora.

[Hana] Acho que todo mundo gostaria de saber isto: como é a personalidade da Mary? Fale mais sobre ela.

A Mary é uma garota mimada, isso ficou obvio no primeiro capítulo. Algumas pessoas até não gostaram do fato da família ser rica, mas a história deve ser contada dessa forma. Sempre vejo livros com protagonistas pobres, vida familiar complicada, porém com a Mary é diferente (e não vou mudar isso). Ela é uma garota linda, isso deve ser sublinhado. E nem por um segundo pense que ela é burra ou sem personalidade... Porque você pode ter uma grande surpresa. Ela passará por muitas provações, fatos que deixarão todos com o coração na mão. Mas vamos deixar o futuro para o futuro, por enquanto ela só é Mary.

[Hana] Quanto tempo escreve por dia?

Isso depende muito. Eu escrevo mais na madrugada. Na madrugada o silencio faz os sentidos decuplicarem... E eu gosto disso! Se for numa noite de inspiração, costumo escrever dez páginas. Agora se eu não tiver inspirado(a), não adianta! Posso ficar horas tentando escrever, mas não vai sair nada. Inspiração é algo complicado. (Risos)

[Hana] Fez muitas pesquisas antes de começar a escrever?

Muitas. Escrever não é algo fácil, é muito difícil por sinal. Se você diz que uma pedra caiu, precisará ter em mente o porquê de ela ter caído. Precisa traçar o caminho do objeto que a fez cair. Todo escritor que se preze precisa saber disso. Não escrevo nada sem motivo... Tudo está relacionado! Afinal, a história de Mary Prince é baseada num livro da Bíblia. E cá entre nós, a Bíblia é mestre em entrelinhas. (Risos)

[Hana] E para encerrar: qual o recado que você deixa para aqueles que já são fãs de sua história e para os que acabaram de conhecê-la?

Para os que já são fãs: sou muito agradecido(a) por tudo que estão fazendo por mim. O apoio que estão me dando está sendo enorme. Imagino que esteja sendo muito chato esperar o capítulo cinco, porém eu gosto de fazer as coisas bem feitas. Só mais um pouco de paciência, ok? Vocês terão muitos capítulos para ler durante o ano, pois a história de Mary Prince só está começando.

Para os que acabaram de conhecer: espero que sejam muito bem-vindos e que se apaixonem pela história também, assim como eu já estou apaixonado(a). Muito obrigado(a) por terem aceitado participar deste projeto e espero que possam se orgulhar disso no futuro.

“Escrever é doar ao mundo aquilo que existe dentro do seu mundo.” (DarkWriterBR)

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Publicação original de 13/01/2011. 2 imagens desta publicação não sobreviveram à migração de 2013.

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