Pessoal, primeiramente, desculpem a demora: mudei de emprego, e nas primeiras semanas é sempre bom mostrar serviço, né! Em segundo lugar, agradeço a todos que leram e comentaram a análise passada. Com tudo esclarecido, vamos ao que interessa.
Saindo do gênero dramático-narrativo e passando para a ação frenética; quebrando as tradições de donzelas indefesas e santas, com carinhas angelicais; e saindo da ideia de que jogos de ação devem ter homens sem camisa, musculosos, com cara de poucos amigos e fama de pegador... Já conseguiu adivinhar de quem estamos falando?
Se ainda há dúvidas, então... Feministas de plantão, separem suas pistolas, roupa de couro e salto alto (levem também um chicotinho por garantia), pois Bayonetta, a segunda bruxa mais sensual do mundo dos games (Lulu de FFX chegou primeiro, então merece ser lembrada), invade o Zero-G e mostra que bruxas não são feitas somente de caldeirões, vassouras e narizes pontudos cheio de verrugas.
- Desenvolvedora: Platinum Games;
- Distribuidora: SEGA;
- Direção: Hideki Kamiya;
- Plataformas: PlayStation 3, Xbox 360;
- Gênero: Ação;
- Jogadores: 1 jogador.
- Site oficial: Bayonetta
Enredo
O clã das Umbran Wiches e o clã dos Lumen Sages travam guerras milenares pelo equilíbrio entre as forças das trevas representadas pelas bruxas e as forças celestiais cultuadas pelos sábios. Mas, após uma traição de dois membros dos clãs, uma criança surge da união desses dois clãs. Nossa heroína surge após um longo sono e, sem sua memória, parte em busca de recuperá-la e chutar uns traseiros celestiais durante sua busca para honrar o nome do seu clã. Conforme a trama se desenrola, o jogador descobre juntamente com Bayonetta que passou da hora de visitar um psicólogo, pois seu passado, presente e futuro são um bagunça astronômica, confundindo os jogadores mais desatentos. E quem pensou que anjos eram pessoinhas de pijama branco asinhas e coroinhas, carregando uma harpa no colo se enganaram completamente, aqui eles têm garras armas medievais e uma cara nada amigável!
Personagens
Originalmente, durante todo o jogo só é possível controlar Bayonetta. Mas, com alguns “Halos” (dinheiro usado pra comprar coisas no jogo, obtido ao matar os anjos) e códigos, é possível jogar com outros personagens. E vamos a eles, começando com nada mais nada menos que a gatona, sensual, sexy, alvo de muitos sonhos de marmanjos, ela:
Bayonetta
Após acordar de um sono profundo, ela parte em busca de seu passado (e, enquanto isso, elimina um exercito angelical), coberta com seu longo cabelo negro, salto calibre 38 (É ISSO MERMO, TREIS OITÃO, MORRAM DE INVEJAS, ORDINÁRIAS RECALCADAS!!) e artes místicas das trevas. Isso sem deixar de lado a sensualidade e a força em cada golpe que executa.
Jeanne
Outra bruxa, aparece como rival de Bayonetta, após trair seu clã. Jeanne perdeu uma disputa onde a vencedora seria a guardiã e se tornaria o “Left Eye”, maior tesouro do clã das Umbran. Depois disso, se aliou com os Lumens Sages, mas o game não mostra muito da personagem, nem dos motivos que a fizeram se aliar ao clã rival.
Rodin
Esse negão não vem cheio de paixão (kkkkk não resisti à piada)! É uma figura misteriosa e neutra. Dono de um bar no limbo, ele fornece armas e outros tipos de suprimentos que nossa heroína venha a precisar — mas, claro, em troca de alguns “halos”.
Luka
Depois que viu seu pai ser morto, aparentemente por Bayonetta (que o apelida de Cheshire), este investigador parte em busca de pistas e informações que possam levá-lo até ela, para que possa realizar sua vingança. Bondoso, o rapaz acaba descobrindo uma reviravolta em seu passado que tem relação com Bayonetta.
Cereza
Com essa carinha angelical, Cereza aparece misteriosamente no caminho de Bayonetta e alega ser sua filha. Sempre carregando seu gato de pelúcia, Cheshire, a garota é a chave para o passado de Bayonetta.
Jogabilidade
Neste quesito, o game responde muito bem. Com comandos de fácil execução, bem elaborados e — o essencial — rápidos, e que seguem a mesma mecânica de Devil May Cry. Na minha opinião, no entanto, os comandos de Bayonetta são bem mais dinâmicos, fáceis e agradáveis de ver. O jogador ainda conta com o Wich Time, que acontece quando você se esquiva de um golpe no momento exato. Nessa hora, ocorre uma distorção no tempo, aumentando a velocidade de Bayonetta para combos mais devastadores. Além, é claro, do arsenal disponível para divertir e derrubar qualquer inimigo, independente do tamanho. Outro ponto são os chefes, que são gigantescos e desafiantes, todos bem equilibrados e sem aqueles super golpes que podem eliminar o jogador. Uma grande novidade são os “Torture Attacks” (essa é a que me diverte mais), que funcionam de acordo com uma barra especial preenchida durante o jogo. Com eles, o jogador pode executar o oponente das mais brutais e divertidas formas, usando uma dama de ferro, guilhotinas, forças, sepulturas, ou mesmo grandes e místicas criaturas das trevas.
O único ponto em que Bayonetta pecou foi na versão para PS3, em que a tela de pause e frames travam uns segundos.
Gráficos
Os gráficos são bem detalhados, coloridos e de um acabamento impecável. A sombra de Bayonetta, por exemplo, que possui a forma de uma borboleta e, quando atingida injustamente por seus inimigos, solta pétalas de rosa perfumadas! O único porém, nesse quesito dos gráficos, fica a cargo de algumas armas, que parecem ficar desproporcionais e atrapalham um pouco o visual de Bayonetta — talvez o motivo de as armas parecerem desproporcionais seja o rebolado de nossa heroína, que é acentuado e esquisito, mas ainda me seduz (pronto, falei).
Os diálogos estão bem dublados e a sincronização perfeita, o que não acontece em muitos jogos, nos quais as vozes ficam dessincronizadas e esquisitas. Mas não se preocupem, que a voz de Bayonetta é pura magia e sedução.
Trilha sonora
Acompanhando o ritmo do game, as musicas são bem rápidas, eletrizantes, com um toque feminino. Temos a impressão que Bayonetta flui com sutileza e sensualidade, sabendo muito bem transformar certas armas em pole dances, para um performance exuberante e de dar inveja em muita recalcada de botequim de quinta!
Com o tema de Frank Sinatra, “Fly Me to the Moon”, é impossível jogar e continuar parado (escutem o porque):
Há também, é claro, muitas outras músicas pra sacudir seu esqueleto: são boas pedidas pedida pra boates, festas e, quem sabe, uma dança sensual!
- Enredo: 8
- Jogabilidade: 10
- Graficos: 9,5
- Trilha Sonora: 10
- Nota final: 9,4
Com um enredo confuso, o jogador quer mais é saber de pancadaria e deixar Bayonetta seminua o máximo de tempo possível durante o game. A tendência é usar muito o botão start > skip, para ir diretamente às batalhas e zerar o jogo. Bayonetta não é tão longo assim, em um dia é possível terminar o game, mas adquirir todos os extras é um desafio divertido, e vale a pena voltar a jogar quantas vezes forem necessárias. Com comando fáceis e uma musica eletrizante, o ritmo o game se torna veloz e emocionante, explorando todo o potencial gráfico dos novos consoles. Os usuários do PS3, porém, têm certa desvantagens, e precisam instalar o game no HD para minimizar os lags e oscilações na taxa de frames do jogo.
Bayonetta é uma ótima dica pra quem curte jogos de ação sem muitos quebra-cabeças, é diversão garantida a todos!
É isso, meus caros, tentarei ser mais rápido para as próximas analises, okay?
Bonus Time:
Segue um vídeo com os comerciais promocionais do game, ao som de Michi.
Dasvidania. o/
Publicação original de 16/07/2011. 10 imagens desta publicação não sobreviveram à migração de 2013.