Resenha de (e)-STYLE, de Masaaki Endoh (Happinet Pictures, 2011). Nota: 10,0.
Desviando de problemas comuns à produção de artistas envolvidos na área e que ele mesmo já sofreu, Masaaki Endoh conseguiu em seu quarto álbum se esgueirar entre as fronteiras do gênero, lançando músicas em vez de um grande pacote de anime songs.
Parte disso é graças aos arranjos das canções. O excesso de elementos eletrônicos, como os da série ENSON ~COVER SONG COLLECTION~, foram aparados em favor de um som coeso, simplificado e orgânico. Por vezes, parece que este não se trata de um CD solo, que há uma banda fixa por trás que não está ali para só criar uma base para o cantor se esgoelar.
O resto, conclusivamente, é fruto das próprias músicas. Apesar da carência de novidades — apenas sete das treze faixas são inéditas —, é inegável a alta qualidade do tracklist. Endoh exibe literalmente toda a resistência de seus pulmões sem chegar nem perto de ser histriônico.
Sua voz adiciona altas cargas de emoção na balada “HOPE”, é carregada pela adrenalina do instrumental de “SUPER SONIC FULL SOUL DYNAMITE” (que não faria feio num CD de visual kei) e diverte na descontraída “Jumping on The Monster Beat!!”.
É inevitável que clichês de anime songs apareçam aqui e ali, mas, ao menos, quando surgem, são para o bem — como no resgate da sensacional “Sea Jetter Kaito”.
De maneira eficiente, (e)-STYLE transcende a fonte esgotada há anos dos tradicionais temas de anime sem em nenhum momento negar a paternidade do Masaaki Endoh.
Talvez seja a distância da Lantis, companhia responsável pela carreira de dez entre dez cantores de anisong, que tenha trazido bons e novos ares a carreira do homem... Deveria servir de exemplo para seus colegas de trabalho e para o próprio JAM Project.
Publicação original de 16/07/2011.