Demorou mais chegou! Mais um Boas & Bombas!
BOAS
Ikimono-Gakari - Warattetainda (2011)
Começando pelo lançamento mais legal deste post! Mais uma divertida pérola do trio de j-pop. Musiquinha animada, refrão grudento, aquela cadência harmônica bem japa que já conhecemos. Sem segredo, mas bonita e divertida. Se você não suporta o gênero, vai detestar. Se você curte, vai viciar. A música é bacana também ao vivo, com a Kiyoe Yoshioka cantando muito bem.
Ikimono-Gakari - Joyful (2009)
Single já “antigo” do grupo no qual andei meio viciado. A maioria das músicas deles não é agitada assim. Mas eles também soam bem com essa pegada meio rock’n’roll.
L’Arc~en~Ciel - X X X (2011)
Parece que a era de grandes hits do L’Arc já passou. O que não significa que eles parem de produzir músicas boas, como “X X X”. Sonoridade e vários elementos bem diferentes do que os fãs de tetsu (o caramba! Agora o nome é tetsuya, porra!) e cia. Porém, mantendo aqueles momentos de familiaridade com relação ao jeitão da banda. Em especial no refrão, encontramos uma melodia facilmente identificável como do L’Arc e gostosa de ouvir.
RIP SLYME - Mata Au Hi Made 2010 ~Tomita Ryu~ (2010, dãr!)
Sabe, rap é muito ruim. É um estilo de música paupérrimo e extremamente sacal. Só que japonês tem os dons de transformar gêneros musicais, disso todos sabemos, certo? Confesso que não acompanho a cena rap, tampouco a cena rap japonesa. Mas se o RIP SLYME foram os primeiros caras a darem uma abordagem profundamente pop ao estilo, mandaram bem demais, uma inovação mais bonita do que algumas do “Esteve” Jobs. “Mata Au Hi Made 2010”, single comemorativo de 15 anos desde o lançamento do primeiro, é um exemplo de como o ritmo do rap pode ser enriquecido com melodia e arranjos bem trabalhados — valendo-se também de certa variedade. Muito mais do que uns Gabriéis Pensadores e Beastie Boys da vida, que, apesar de bom(ns), não alcançaram o mesmo nível de musicalidade do RIP SLYME. Agora, se o grupo não foi o primeiro a fazer esse tipo de coisa, pelo menos parece ser o mais divertido!
MILKRUN - Kuchibiru ni Uta o Mote (2003)
Único álbum desta obscura banda de j-pop. Seguidores de caras como The Beatles e Mr.Children, MILKRUN tem um dos discos desse naipe que eu mais curto. Vai de j-pops animados típicos, como “LA LA LA LIVE MY LIFE!” e a roqueirinha “Dakishimetai”, às baladinhas como “Apple of My Eye” e o hit “Yozora e To”. Material muito bem escrito e produzido, merecia muito, muito mais destaque do que tem.
O pouco que sei sobre eles é basicamente o que tem em sua página na Wikipédia japa: Que eles eram o MILKRUN, lançaram esse álbum em 2003, depois mudaram o nome pra AUDIO RULEZ, lançaram um álbum homônimo em 2005 e depois acabaram pra nunca mais, com uns singles soltados no meio do caminho. Trágico!
Como a banda não existe mais mesmo, e os caras provavelmente nem estão mais trabalhando com música, estou recomendando o álbum inteiro pra download. Vale muito a pena!
Leia: Guia Politicamente Incorreto da História do Brasil (2009), de Leandro Narloch (ex-editor da Superinteressante, no tempo que a revista prestava) — O livro traz versões bem contestadoras sobre figuras e fatos históricos do Brasil, como índios × portugueses, escravos, Santos Dumont, Aleijadinho, tentativa de revolução socialista durante a ditadura militar etc. Faz, no mínimo, você parar e tentar pensar mais criticamente.
Assista: O Planeta dos Macacos (1968). Charlton Heston, dir. Franklin J. Schaffner — O filme novo (a prequência) é muito legal, envolvente, empolgante. E, embora possua uma camada de reflexão sobre a sociedade, não chega à profundidade filosófica da produção original, igualmente recomendada.
BOMBAS
GLAY - G4-II -THE RED MOON- (2011)
Em 2006, GLAY lançou um single chamado “G4”. Além de quatro músicas bem bacanas, o disco carregava certo simbolismo, pois a banda havia acabado de passar por um perrenhe administrativo/financeiro (entende-se “tomar um calote”) no ano anterior, quase encerrando sua formidável carreira. “G4-II” também tem simbolismo, na minha opinião. É um lançamento que demonstra bem a decadência musical do quarteto de Hakodate. Não merece ser chamado de continuação do single de cinco anos atrás. Seguindo o padrão de todo o material recentemente lançado pelo GLAY, são quatro faixas medíocres e entediantes. O clipe de uma delas é muito ruim, entediante e, convenientemente, para no meio para uma exibição do que parece ser uma comédia stand up, um dos piores males artísticos de nosso tempo. A última coisa decente que o GLAY lançou foi “SAY YOUR DREAM” (2009). A coisa está difícil e eu não enxergo sinais de melhora. Trágico!
MUCC - Arcadia (2011)
Outra banda que se perdeu. O clipe e a música não demonstram apenas que o MUCC está fazendo uma tentativa muito infeliz de ser uma mistura de Psycho le Cému com Lady Gaga. Tudo aqui, a música, o clipe, o visual, está gritando desespero (“zetsubō” [!], em japonês) para encontrar um rumo para a banda, dando a entender que eles não sabem mais o que fazer para se manter. Parecem não ter mais ideias bacanas pra músicas no estilo do MUCC e não conseguir mais incorporar elementos novos mantendo-se original (como o L’Arc acabou de fazer, por sinal!). É a iminência do fim? Acabo de perceber que as duas últimas frases descrevem direitinho também outra banda.
Não leia: Gibis novos da DC Comics — Eu não li, mas, pelas notícias, dá pra sacar que eles continuam contando as mesmas história dos últimos 30, 40, 50 etc. anos. Tem coisas muito mais legais nas quais usar seu tempo.
Não assista: Drive (2011). Ryan Gosling, Carey Mulligan, Bryan Cranston, dir. Nicolas Winding Refn — Não preciso recomendar que vocês não assistam Amizade Colorida, certo? Então... Drive, filme quase “cabeça”. Na verdade, é um filme que se preocupa mais em trabalhar o drama das relações dos personagens do que com as cenas de ação, a despeito do que o nome e a premissa podem sugerir. As construções de tensão e drama são sempre arrastadas e começam a entediar depois de algum tempo.
Dentro em breve, coisas interessantes pra VOCÊS poderem criticar. Aguardem e confiem!
Publicação original de 27/10/2011. 9 imagens desta publicação não sobreviveram à migração de 2013.