Sexta feira, dia 4 de junho, aconteceu no Centro de Convenções Hakka em São Paulo o show do Versailles. Então, vamos ressaltar alguns pontos antes de a Blast! postar o seu live report.Eu estava muito curioso de ver o Versailles de perto, até porque foi a primeira banda com visual bastante elaborado a passar pelo Brasil. Ao entrar no palco, vi como é bem-feita a produção deles e como eles são profissionais em postura de palco.
O que me chamou atenção realmente foi a grande capacidade técnica dos músicos. Muitas pessoas tendem a falar que, no visual rock, não existem grandes músicos ou aqueles que possuem técnica apurada, mas não é o caso do Versailles. Os integrantes do quinteto filarmônico possuem muitos anos de experiência dentro do cenário do rock japonês, logo não é de se duvidar da capacidade deles ao vivo. Aliás, ao vivo eles são muito bons e sincronizados, sendo que os vocais fortes de Kamijo conseguem segurar a apresentação inteira sem falhas. Perfeito, mas para essa perfeição ser atingida, algum lado teve que perder em algo.
O ponto fraco do Versailles é justamente a presença de palco. É algo tão teatral que soa artificial demais. É bonito de se ver, mas não passa empolgação, não há uma troca de energia forte com o público. É a típica presença de palco que eu falo que é feita para o próprio artista, na qual com movimentos leves, o artista acha que há uma presença de palco significativa. Para quem gosta, pode ser um prato cheio somente isso, mas as pessoas procuram ir a shows justamente para ser diferentes do que se ouve nos CDs ou se vê nos DVDs.
No geral, o show deles soa regular. A repetitividade das músicas ao vivo seria mais imperceptível se a presença de palco fosse mais agitada, mas como nem tudo são flores...
Publicação original de 06/06/2010.