- Título: Assassin’s Creed II
- Publicadora: Ubisoft
- Desenvolvedora: Ubisoft Montreal
- Gênero: Ação/Aventura
- Lançamento: 17/11/2009
- Indicação: 18+
E apertamos START!
Ao contrário do que muitos pensam, a introdução é a chave de um bom jogo. Através dela, criamos uma pseudoprévia de como se passará a história, ou até mesmo como será a jogabilidade. A introdução, assim como o trailer oficial, é o cartão de visitas para o jogador, exibindo, assim, toda a sensação necessária para que o mesmo sinta vontade de continuar o gameplay.
Em Assassin’s Creed II, temos um exemplo de introdução magnífica, que une belos gráficos, jogabilidade leve e facilitada e uma trilha sonora digna da Renascença. Vale lembrar que, assim que começamos o jogo, o tutorial é transparente, ou seja, não se parece com um, pois já faz parte da história e os horizontes do jogador abrem-se aos poucos. Durante a abertura, algumas cenas do primeiro Assassin’s Creed são mostradas, e todos nós sabemos o porquê. A ideia é mostrar a grande diferença entre ambos — e não é que deu certo? A inovação foi feita de acordo com as críticas do primeiro jogo, mostrando, assim, que a Ubisoft trabalha em cima da necessidade do seu consumidor.
Ezio, Ezio Auditore di Firenze!
A história real de Assassin’s Creed se passa em 2012, porém a mesma caminha em duas linhas de tempo, sendo a segunda ambientada na Veneza da Renascença (entre os anos de 1476 e 1503). O jogo começa de forma inesperada, contando, inclusive, com o parto de Ezio Auditore di Firenze (mas isso não é inovação, visto que ocorre em Fallout 3), um dos personagens principais. Quem assistiu Assassin’s Creed: Lineage se depara com uma grande surpresa: os atores do live-action são idênticos aos personagens apresentados em Assassin’s Creed II.
Outra grande surpresa é a forma como o jogo é trazido para a realidade. Certos detalhes, que são minúsculos dentro de Assassin’s Creed II, fizeram parte de nossa história real. Leonardo da Vinci é um grande exemplo, já que ele aparece sem fama e como alguém totalmente discreto. É muito legal associar os fatos históricos, já que a época do Renascimento trás o homem como centro do Universo, deixando de lado o teocentrismo.
O jogo também traz inovações como a compra de roupas, acessórios, obras de arte, itens medicinais e armas (algumas feitas pelo Leonardo da Vinci). Além de poder ir às compras com a mamãe, você também pode nadar, desarmar seus inimigos e atirar com armas de fogo. Quem não sonhava com isso no primeiro Assassin’s Creed?
Melhor jogo de 2009?!
Digamos que, mesmo com milhares de pontos positivos, Assassin’s Creed II ainda deixou a desejar em alguns quesitos, sendo um deles os gráficos. Estão melhores que os do primeiro jogo da série, mas isso não quer dizer muita coisa, já que nos trailers do game, assim como em algumas artworks, foram mostrados gráficos superdetalhados e bem-trabalhados, muito diferente do que vemos no jogo em si.
Outro fator, que contribuiu para um não troféu como melhor jogo de 2009, foi o atraso sonoro. Não que seja o fim do mundo, mas ouvir um neném chorar dois segundos depois de abrir a boca e aparentar desespero é péssimo. Os atrasos são relativamente curtos, mas influenciam em uma boa nota.
Por fim, Assassin’s Creed II é um jogo bonito, com uma história maravilhosa e uma jogabilidade excelente. Os pontos negativos são poucos e, mesmo que constem em milhares de reviews, não atrapalham muito durante o gameplay.
Nota: 9
Publicação original de 09/02/2010. 2 imagens desta publicação não sobreviveram à migração de 2013.