Eu fiz facul de Publicidade e Propaganda. E, nela, eles ensinam algumas coisas que eu não acho muito legais — por exemplo, em marketing, ensina-se que precisamos “criar uma necessidade” para o cliente. Leia-se: quando alguém inventa um produto novo, que pode até ser bom, mas não é assim tão necessário, o publicitário precisa convencer o cliente de que ele precisa daquilo — entroxar o raio do produto goela abaixo do público.
E eu sei que a mídia depende da propaganda para sobreviver. Mas eu simplesmente detesto quando entro no site e abre um banner na frente do que eu quero ver/ler, ou começa a passar um filme publicitário em flash e você tem que clicar pra avançar pra ir pro site.
Eu até não discordo da TV por assinatura exibir intervalos comerciais nos programas, mas é um saco assistir qualquer coisa na TV paga porque todo intervalo exibe os mesmos anúncios, fica aquela coisa repetitiva e cansativa.
Eu chamaria essas coisas de “propaganda invasiva”. Se tenho razão ou não, tou cagando, mas o fato é que essas coisas me enchem o saco contra minha vontade. E o mais novo exemplo que encontrei de “propaganda invasiva” é a o que a Wikipédia tem feito.
Tá pela internet afora, inclusive aqui na Blast, nos posts, nos comentários... Algumas palavras automaticamente viram links pra Wikipédia, onde há um imenso pedido de esmolas de Jimmy Wales, o fundador. Por exemplo, no meu último post, os termos “tava” (edit: a lá, de novo, e num adianta editar) e “o público” linkam pra http://en.wikipedia.org/wiki/Tava e http://en.wikipedia.org/wiki/O_Público. O mesmo acontece com algumas palavras dos comentários do post, bem como várias outras postagens pela internet.
Seu James, foda-se. Se num tiver o seu site, vão ter tantos outros. Pára de mexer nos meus posts!!
Sabe quem não tá fazendo a mesma putaria? A Desciclopédia (e este link fui eu mesmo que fiz).
Publicação original de 18/11/2010. 1 imagem desta publicação não sobreviveu à migração de 2013.