Eu poderia chegar aqui e escrever centenas de coisas lindas e kawaiis sobre a passagem da banda Versailles -Philarmonic Quintet- pelo Brasil na última sexta-feira, 4 de junho de 2010, pois, para muitos, o show se configura em: lembranças. A restrição para máquinas fotográficas e celulares não chegou a ser tão incômoda, mas resultou em algumas cenas hilárias — eu mesma tive as pilhas confiscadas. Tudo bem, eu entendo, compreendo mesmo as proibições, mas devo confessar que estava me mordendo de vontade de levar uma lasquinha do show comigo. Mas, dando continuidade ao que eu falava (antes que eu me perca nos falsos lindos olhos azuis do Kamijo-San), eu poderia, sim, falar coisas ótimas — e eu farei —, mas, de início, posso apontar principalmente os problemas com a organização Yamato: horas para abrir os portões, confusão com listas, com fãs e pais de fãs e, evidentemente, muitos dos integrantes da produção estavam perdidos quanto ao que fazer.

Não assisti ao show da parte mais alta do Espaço Hakka. Assisti do meio do público, onde as pessoas se empurravam e se espremiam diante do palco, fato que fez Kamijo (o bem conhecido vocalista) a dizer com uma propriedade absoluta: “Excuse me... Back!”. Após isso, o que se via era um público choroso e emocionado, todo mundo achando lindo lamber o palco. E, pensando bem melhor agora, eu também achei: quem dera fosse eu a lamber aquele palco.

O momento mais emocionante, ao meu ver, foi quando a banda começou a tocar “Serenade”. O público, empunhando rosas erguidas num ir e vir mareado a lágrimas e alegria, cantava com a banda cada pedacinho da letra. Um fã, cujo nome não sei, virou-se ao perceber que eu tentava desesperadamente enxergar algo e disse: “Foi mal ficar na sua frente, mas num tem como sair, esse show vai entrar pra história!!!” Eu, prontamente, concordei.

Aniki, ganhadora da promoção feita pela Rádio Blast!, foi acompanhada com o pai, que a levantou em seus braços para que pudesse enxergar aquilo que era o motivo de sua ida de Minas Gerais a São Paulo. Ela viu a banda entrar no palco tocando “Aristocrat’s Symphony”, hora tão esperada por todos ali. Nesse momento, as pessoas se esmagavam para chegar mais perto de seus ídolos, ninguém desejava nada mais que apenas gritar por aquele espaço de tempo que parecia fazer valer cada segundo embaixo da chuva e contra o frio que fazia em São Paulo naquela noite, enquanto esperávamos para entrar.

Ao tocarem “God Palace” e “Ascendead Master”, o público veio ao delírio. Lá no palco, Teru e Hizaki tocavam juntos, costas coladas, isso foi motivo para mais gritaria, desespero e lágrimas. Kamijo pedia para que o público batesse cabeça — ou, nas palavras dele próprio: “HeadBanger”. Os fãs obedeciam. Ao anunciarem a última música, após jogarem souvenirs para a plateia, que ouviu encantada o vocalista dizer: “Eu estou feliz!!!” e “Nós amamos vocês!”, a banda voltou tocando mais uma música.

Após isso, foi o fim, era hora de ir embora. Lá fora, vendiam-se camisas, CDs, kits com (5) fotos. A aglomeração era intensa, ao menos eu consegui garantir a minha camisa e levar uma lembrança mais viva do que foi para mim aquela noite, em que viajei pela primeira vez de avião, sem conhecer absolutamente ninguém na cidade de São Paulo, guiada pelo DJ Fábio — a quem eu agradeço horrores (^^) — e abrigada na casa da Aniki e seu pai — a quem também agradeço muito.

Vi ontem na comunidade oficial do Versailles no Orkut os posts tristes daqueles que queriam mais um pouco, e estou certa de que alguns se perguntavam o que sobrou do show, da banda e de tudo mais naquela noite. Bem, posso dizer que, além do frio de São Paulo, o que a banda deixou para o Brasil foram seus fãs; eles, certamente, fizeram o show, eles restaram para nos lembrar o quanto foi delicioso cada minuto mais perto dos nossos ídolos. E isso é aquilo de bom, kawaii e mágico que, no início, eu disse que falaria. 4 de Junho de 2010: O Show dos FÃS do Versailles!!!


Publicação original de 07/06/2010.

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