Segunda parte da retrospectiva, desta vez com os álbuns de 2009 que eu mais gostei. Entendam, não são os melhores, mais geniais nem nada, são apenas os que eu mais gostei e mais ouvi durante o ano passado. Apesar de eu ter feito uma classificação numérica, ela não é decisiva. Essa coisa de dar números é mais emblemática e estética, para mostrar quais eu ouvi mais ou mais me apeguei e não para classificar as melhores, por qualquer definição do que eu ache ser boa música. Isso não existe, ouvir música, ainda mais popular, é lazer e não um ofício tão sério quanto a maioria dos blogueiros tentam insistir.
Mas, enfim, vamos começando de baixo para cima com:
10º: Kiyoharu - Madrigal of decadence
Lenda no rock japonês, uma das dinvindades do visual kei, Kiyoharu também é conhecido por uma carreira solo meio apática. Diferente da maioria, eu prefiro suas músicas mais calmas; no entanto Madrigal of decadence é o melhor álbum de puro rock de sua carreira solo.
9º: SID – hikari
Ainda há aqueles momentos de puro SID clássico, com pitadas de guitarra à blues e melodias puxadas do jazz, ou músicas pesadas (!); mas essa nova fase da banda o que me agrada mesmo é a semelhança com L’Arc~en~Ciel. Isso é tudo, e tudo o que precisava no momento.
8º: Kra - Life ~Today is a very good day to Die~
Considero Kra a melhor banda de oshare kei ativa — agora, com a volta de Kannivalism, a briga vai ficar melhor —, isso porque, mesmo seguindo tendências da moda Harajuku e fazendo canções felizes, não esquecem o principal: antes de tudo, eles são músicos. Enquanto forem ativos, sempre terei uma garantia para no novo ano: a de que ganharei mais algumas músicas apaixonantes de Kra.
7º: D - Genetic World
Lançado no começo de 2009, Genetic World é o primeiro álbum major da banda e o melhor lançamento desde Tafel Anatomie. O negócio é que D é uma banda que nunca me decepcionou realmente, sempre gostei desses caras.
6º: Der Zibet - Primitive
Mais uma banda que retorna depois de mil anos, também conhecido como Mumm-Ra Kei. Der Zibet nunca foi famoso, mas sempre teve reconhecimento na cena, servindo de inspirações inclusive para titãs como LUNA SEA, hide e D’ERLANGER. O que eu não esperava era um álbum tão moderno e preciso, nos passa tanta confiança que é difícil acreditar que a banda está voltando de um grande hiato. Bonzão mesmo :D
5º: Plastic Tree - Dona Dona
Não faz muito tempo que falei de Dona Dona, então vocês sabem muito bem o que eu acho desse álbum. Melhor maneira de encerrar o ano era impossível, Plastic Tree acertou em cheio. Ah, mas bem que eles poderiam vir ao Brasil mesmo...
4º: D’ERLANGER - D’ERLANGER
Este é o álbum mais fraco da banda desde o retorno. Mas entendam que superar Lazaro e the price of being a rose is loneliness é tarefa difícil, e La Vie en Rose, impossível. O álbum homônimo, entre os cinco, está também em quarto lugar na minha lista pessoal de favoritos da banda.
3º: BUCK-TICK - memento mori
A fase roqueira de BUCK-TICK é um charme, mas sinto falta de toda a loucura insdustrial e gótica da banda. Memento mori é a continuação do que foi iniciado em Tenshi no Revolver, com a desvantagem de não ter um começo e fim marcante, como “Mr. Darkness & Mrs. Moonlight” e “Revolver”, do álbum anterior. Com abertura e finalização tão marcantes, era garantida a subida de mais degraus.
2º: DEAD END – Metamorphosis
DEAD END não poderia voltar melhor depois de 20 anos sem nenhum lançamento de inéditas. É um DEAD END muito menos melódico do que em ZERO, menos dramático do que em Shambara e mais pop do que em Ghost of Romance, mas sem abandonar completamente a essência de nenhum deles, são três espíritos que se espalham por Metamorphosis formando algo novo na discografia. Que sigam o exemplo de D’ERLANGER e não parem por aí.
1º: the studs - alansmithee
Daisuke, aie e o rock alternativo. Esse é o grande trio do atual visual kei e a fórmula para o meu álbum favorito do ano. Não tem mistério, além de todos os excelentes singles, músicas como “chi tegami”, "Natally" e “dan matsu” são imbatíveis. Se a banda acabar, morrerá boa parte do que me sustenta na cena.
Publicação original de 08/01/2010. 10 imagens desta publicação não sobreviveram à migração de 2013.