Vamos tirar um pouco da ENORME camada de poeira deste blog com uma postagem que é quase uma indagação: qual o problema das pessoas em se entregar? Por se entregar, não fiquem vocês pensando que é aquele momendo do dá-ou-sai-de-cima (“Jura? Fui enganado pelo nome do Post, Tiano!” ← Tititi se entrega). Aqui eu estou falando de todos os tipos de entrega, em qualquer tipo de relacionamento. Vamos ao desenvolvimento da ideia.

Conheço dois tipos de pessoas problemáticas: uma que tem pavor de namorar e a outra que tem pavor de não namorar (“E o meu caso, que sofre com essa gente pegando na minha pata!”). No primeiro caso, a criatura está com algum trauma anterior atravancando a felicidade, ou simplesmente tem medo de um trauma futuro (“O que já garante as contas pagas de um analista =3”). Pois bem, essa gente nem precisa ser daquelas que pega todo mundo, não, longe disso. Na verdade, são pessoas com medo do abandono e de quebrar a cara. Daí eu podia falar de toda aquela ladainha de quem não arrisca não petisca, que vale a pena tentar e tudo mais. Mas é um argumento repetitivo e qualquer um podia dizer isso. Não que eu não concorde, eu concordo! Mas qualquer revista teen faria o mesmo comentário, e eu quero escrever aqui algo novo, afinal.

Mas, antes, vamos ao segundo grupo, o dos que não conseguem sossegar sem um namoro. São pessoas normalmente dependentes, ou pior, que têm medo da opinião pública. Acham que ficar com alguém significa automaticamente uma tentativa de conexão que talvez nem exista. Pra esses, o conselho geral é pra aproveitar a vida, se despreocupar daquilo que falam de nós. O que também é verdade e conhecimento público. E que eu também concordo! Às favas se te acham uma piranha porque você pegou dois na boate, amigue! Feliz é você e os mal comidos que se rasguem! Preservar a imagem é importante, mas preservar sua felicidade tem que vir na frente.

Então, se eu não disse nada de novo, por que toquei no assunto? Porque acho que pra nós, mordernosos independentes que podemos guinar a vida pro lado que nos preferir, falta coragem. Estamos sem coragem de fazer o que sabemos que tem que ser feito. Não é possível que ninguém nos tenha dado esses conselhos acima, medrosos que somos. Estamos talvez num pavor anunciado de ser feliz, porque a teoria diz que é fácil, mas ninguém toma a iniciativa.

Meu conselho, também banal, é que tenhamos coragem de encarar um crescimento pelo corpo e sentimento. Há corpo e sentimento em todas as relações, duradouras ou não. Aprendemos com todas e sofremos pela falta ou perda de amores. Ficamos felizes pela conquista ou simplesmente por mantermos alguém perto. São as particularidades de uma relação que vão determinar como as coisas serão, não os outros ou nossos traumas criados. Mete a cara e vai ser feliz, criatura!

(“Tenho certeza de que nasci na era errada, no meu mundo perfeito, as pessoas se pegam e não precisam de um divã para confessar, só pra se deitar! =3” ← Tititi e a Mobília!)


Publicação original de 07/05/2010.

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