Resenha de Loveless, de Lc5 (Sony Music, 2010). Nota: 7,0.

No dia 15 de setembro, o Lc5 lançou seu primeiro single, aguardado com muita expectativa — uma vez que o vocalista é Miku, do An Cafe. Além disso, as fotos de divulgação mostravam um Miku muito diferente do convencional.

Além dele, estão na banda músicos experientes como Yumeji e Sato, ex-membros do MELLO, guitarrista e baixista respectivamente; Reo, ex-BROTHER, na outra guitarra; e Aki, que era baterista da cômica Ninjaman Japan.

A faixa título, “Loveless”, começa com as guitarras melancólicas de Yumeji, logo acompanhadas pela bateria. Então, unidos aos outros instrumentos, a música passa por um ritmo “rápido”, que faz com que eu me recordasse instantaneamente do vocalista Miku dançando tanto no PV de “AROMA”, uma das faixas mais pesadas do An Cafe, quanto no próprio PV de “Loveless”. Logo a música retorna à melancolia, somada à surpreendente e “macia” voz de Miku, incomum em seus trabalhos antigos. Mas se torna reconhecível, graças as habituais “engasgadas”. No refrão, podemos claramente perceber que se trata do Miku, com sua voz “anasalada” de sempre, mas muito mais adulta. É uma faixa bem comercial, com um solo que não é lá grande coisa, mas bem agradável de se escutar.

A segunda música, que leva o nome da banda, “Lc5 ~love&crash~” é uma faixa bem confusa. Tem um começo acompanhado de bateria e guitarra pesadas e, mais à frente, um rap de Miku, com a voz claramente alterada, acompanhada de um berro, que eu pessoalmente senti muita falta. Após isso, o rap “incompreensível” e “barulhento”, acompanhado de um aparente refrão com a voz de Miku a la An Cafe. Ela segue essa linha de rap, confusão e refrão até o fim, me desapontando um pouco. Mas parece ser uma boa música para ser tocada ao vivo.

Com isso, sobra a última música, “TELL ME!!”, gravada ao vivo. Logo no começo, Miku dá outro berro como na faixa anterior. As guitarras, mais uma vez, são pesadas, acompanhadas com o Rap à voz grotesca, que se torna triste a partir do refrão. No final, a música volta a mesclar partes pesadas e tristes, e Miku arrisca um “falsetto”, que não soa muito bem para ele. Esta talvez seja a minha favorita do single, pois consegue ser energética e melancólica.

Em geral, eu esperava muito mais da banda. Mas estou feliz de ver que Miku está aproveitando a pausa do An Cafe para realmente passar por novas experiências. Espero que os próximos lançamentos superem este primeiro e mostrem novas faces da banda, que soa um pouco repetitiva.


Publicação original de 18/09/2010.

Compartilhar
Comentários
0 comentários