No post anterior houve o comentário de quem não considerava Der Zibet um dos melhores do ano pelo simples fato de não conhecer a banda. Isso é um problema, ainda maior quando se é fã de BUCK-TICK. Aí me empolguei e comecei logo a escrever; fazia tempo que planejava apresentar a banda, só faltava a brecha.
Der Zibet é uma daquelas bandas que nunca ficaram famosas; nunca tocaram (sozinhos) em um hall, nunca tiveram altas posições na Oricon, nem nunca apareceram em revistas populares, no entanto foram essenciais para a formação do visual kei. Afinal, eram uma banda que já existia com uma proposta muito bem definida antes mesmo de, por exemplo, D’ERLANGER sequer existir.
A história da banda é enorme, mas resumindo fica assim: a banda é formada pelo vocalista Issay, guitarrista Hikaru, baixista Hal, baterista Mayumi e o tecladista Mahito, que saiu em 1985. Começou em 1984, tornou-se major pela SIXTY RECORDS, depois mudaram para a Columbia, depois para a Ariola e depois encerraram as atividades em 1996. Em 2007 a banda se reúne com a formação original — o que inclui Mahito — lançaram single, DVD e um álbum, Primitive, que é o tal álbum que eu tanto gostei.
A banda, a princípio, incorporava elementos do glam rock de David Bowie, T-Rex, e a poética de Lou Reed. Na verdade eles foram o mais próximo que tivemos de um Bowie japonês, pois Issay e Ziggy são parentes próximos, de onde quer que tenham vindo. Com o tempo a banda foi se tornando mais amorfa, e em 1988 (assim considero) chegaram a sua maturidade sonora. Falo isso porque é aqui que eles tornam seu som distinto do havia sido feito na Inglaterra (com Bowie/T-Rex) ou no Japão (com BOØWY). Tornaram-se assim uma das bases do visual kei, que nessa época nem era nascido, nem feto — no máximo sêmen — e teve como seguidores SOFT BALLET, Valentine D.C., LUNA SEA, X JAPAN, e o mais óbvio: BUCK-TICK, que em alguns lançamentos parecem ser um Der Zibet 2, e em que Issay serviu de influência primária para que Atsushi Sakurai se tornasse vocalista.
Isso é apenas um resumo, o histórico da banda é imenso e invejável. Às vezes fico pensando o porquê de nunca terem ascendido e chegado ao mesmo nível que seus acólitos. A única resposta que consigo imaginar é que, além das excentricidades de Issay no palco, a banda deve ter pouco apelo popular em suas letras. No mínimo não fala de chuva, rosa, lua...
Se nada disso serviu para que você se sentisse tentado a ouvir Der Zibet, só posso lamentar. É peça-chave, é daquelas bandas que você não pode morrer sem ter ouvido, e que para e minha, e sua, sorte, continua ativa. Se gostou, é sorte multiplicada: basta dar uma olhada no tamanho da discografia para descobrir o tamanho da felicidade (:
[2009.03.06] Primitive
- Furueru tsuki no chemical beat
- Prayer
- Primitive Star
- Vanessa no jōdō
- Blue Sunday Morning
- Shinin’ Holiday
- Returners
- Love Yourself
- Shadows’ Party
- Hello! My Angels
- Love Song
- Red Moon
- 13banme no Kōkotsu
- Heat Island no hakuchūmu
Publicação original de 11/01/2010. 1 imagem desta publicação não sobreviveu à migração de 2013.