SPOILER: PARA AQUELES QUE JÁ VIRAM O FILME
Por mais que muitos tenham dito que o novo filme dos... Équismen (como diria Magali, Turma da Mônica) é uma droga, eu gostei. Tá, não porque uma crítica de cinema gosta de um filme que necessariamente ele é bom. Não só porque o Hugh Jackman é muito gostosinho e fica sem camisa várias vezes, ele também parece pelado! Pronto, falei.
Mas, ignorando a parte física-espetacular-deslumbrante de Wolverine e sua pouca-ropa, pode se falar que o filme é... ahm... tá, uma droga. Principalmente porque o filme não se classifica como nada. Não é um filme para adultos como Watchmen ou para adolescentes como Homem Aranha. Na verdade foi uma grande tentativa da sanguessuga da Fox de ganhar mais dinheiro com uma gama maior de público. O grande lançe seria atrair os nerds que acompanhavam o quadrinho e, ao mesmo tempo, os teens que gostam de um filme de ação. O que infelizmente está dando dinheiro para a Fox, mesmo que o filme não seja bom.
O filme que deveria ser focado para aqueles cheios de testosterona não é. Ao contrário, X-Men Origens: Wolverine tem um roteiro melodramático. Ou seja, todos os meninos que foram ver Wolverine em sua maior fase de bestialidade demoníaca, fora de controle, abalando geral... se decepcionaram. Eu não sou um menininho, mas, falando sério, mas que filme de mulherzinha! Ele encarna o papel de otário enganado pela bonitona. Ele é bondoso, tem piedade e fala clichês como “Não, mas o nosso amor pra mim foi real”. Eca, enjoei.
Outra coisa que é péssimo é: por que tem que aparecer outros mutantes no filme? É sobre a origem do Wolverine e não sobre ele e sua turminha. Não há história sobre esses personagens. O Gambit, depois de tomar uma surra do Wolverine, voa num teco-teco horrível para poder participar da trama. Que horror. A parte legal que poderia dar um filme interessante foi clipada, ou seja cortada que nem um vídeo clipe, em cinco minutos no início do filme.
No final, piora tudo. As criancinhas fugitivas da prisão vão ao encontro do professor Xavier. Isso porque a Fox necessita explicar que: ahhh esse filme, num futuro distante, tem ligação com aquele outro X-Men. Isso só demonstra qual o nível intelectual que a distribuidora espera do seu público. Profundo como um pires.
E cadê a criatividade do roteirista? O doutor-maluco-militar sacaneia toda a história romântica. Ele sabe que não vai matar o Wolverine, mas como quem não tem cão caça com gato, apagar a memória dá pro gasto. O que não faz o menor sentido! E quem fica até o final dos créditos para ver as cenas finais, não perca o seu tempo. Logan está bêbado um bar japonês onde uma gueixa pergunta se ele vai beber para esquecer. “Não, estou bebendo para lembrar.”
Publicação original de 09/05/2009. 3 imagens desta publicação não sobreviveram à migração de 2013.