Outro dia eu estava lendo alguma coisa, que não me lembro porque estou ficando velho, quando vi o termo “formador de opinião” para jornal. Oi, como é? Formador-de-opinião. Opinião se forma? Formula-se? Cria-se? Inventa-se? Apreende-se ou se aprende? Olha, não acredito muito nisso de formar opinião não. Afinal, o que formar opinião? Aliás, o que é opinião? Na verdade, a gente aqui na Blast! com esses programas de debate também forma opinião? Tem fórmula?
Eu não acho que a gente forme uma opinião assim, de jeito categórico. Mas aí sou eu, né. Uma pessoa que aceita ideias de um cão de pelúcia. Mas já vocês (“Que debatem com a pessoa que ouve o bicho de pelúcia”), o que pensam? Que a opinião nasce com a gente e morre se não deixarmos um tratado que nem do Montagne (“QUEM, Tiano?”)? Ou vocês podem imaginar que o que pensamos é um reflexo do que os outros pensam.
Okei, estou sendo redundante, mas é que enquanto escrevo penso, e isso é difícil demais. Jornais, revistas, Rádio Blast!, livros, amigos, familiares, religião, escola. Todos são “formadores de opinião”. E, cá entre nós, se você tiver mesmo a opinião formada por tudo isso ao mesmo tempo, pira. Todo mundo tem um filtrozinho. E eu acho que é aí que reside o “formador-de-opinião-plus”. Vende no (011) 1406? Nem. Vem de vivência.
Então, no próximo programa quero um mar de “opiniões”. O que faz com que vocês pensem nisso e não naquilo? Criação ou recriação? E seja o que a Veja quiser *alfineta*
Publicação original de 26/10/2009.