Atenção: Eu não dividi o post em dois. Leitores preguiçosos, peguem um sucrilhos e uma bolachinha, deixem o anime baixando, vai começar a volta ao passado dos games!

Ahhh, os clássicos! Ninguém vive sem eles! Aposto que cada um de vocês tem pelo menos um emulador e uma ROM de um jogo dos anos 90 escondidos por entre os confins do HD. Sem os jogos antigos obviamente não existiriam os jogos novos, afinal já dizia o grande filósofo: “Precisamos saber de onde viemos para saber quem somos” (ou algo assim). O que interessa pra nós não é a civilização maia e nem as histórias da arte, interessa que nós, sem nenhuma exceção, ADORAMOS os nossos joguinhos antigos, e sempre que podemos remexemos as gavetas e procuramos aquele Nintendão ou aquele Master System que até então criava mofo e poeira, ou ainda usamos ROMs, já que trocamos as fitas de Mortal Kombat, Alladin, Ninja Gaiden, Super Mario Bros. 3 e NBA Jam por um churros e um misto quente.

O importante é que nós, gamers experientes, e até os jovens criamos um vínculo desgraçado com aqueles pedaços de pixels e MIDIs coladas com Super Bonder, criando um jogo hiperdivertido — como a vida era bacana quando não nos preocupávamos com gráficos ultramodernos e som surround! Com esse pensamento, um “gênero” no ramo de games deu uma vertiginosa guinada na dianteira dos demais — o que seria de nossa vida se juntarmos aquela diversão e os personagens carismáticos que um dia foram sucesso e adicionarmos um grande punhado de shaders e renderizações de ultima geração? Sim, queridíssimos! Eles: Os remakes!

Vários remakes atuais ganharam imensa repercussão no mercado de games. Tal sucesso alavancou e tirou do túmulo muitos games que até então descansavam em paz. Não é de uma hora para outra que descobrimos a fórmula do sucesso; um jogo com personagens e história cativante e imersiva, gráficos, som e jogabilidade balanceados, dificuldade na medida certa, e uns extras que te fazem gritar “Puto que paralho!” são o que fizeram alguns games cuja franquia duram décadas. A série The Legend of Zelda é um belo exemplo de tal sucesso:

Algo que começou tão simples, com gráficos tão singulares e uma jogabilidade tão limitada...

...alcançar milhões de fãs ao redor de todo o mundo, utilizar-se de uma engine completamente nova com controles diferenciados e gráficos de ultima geração.

Visto o categórico sucesso de Zelda no mundo todo, foram experimentados alguns jogos com o fim de agradar o público jovem e antigo com a fórmula semelhante ao que prendia a todos no passado. Mas a franquia The Legend of Zelda veio se firmado desde 1986, e isto não é de fato um remake, mas alguns jogos do passado usaram cheat de vida infinita e voltaram a viver! Exemplo muito bom disso é Ninja Gaiden da Namco (hoje Namco-Bandai), surgido direto dos anos 80, pros século 21 alavancando uma franquia há muito esquecida.

Eu joguei muito disso quando era moleque, e só zerei usando cheat com emulador hoje em dia. Malditos jogos que estragavam minhas refeições! Mas era um excelente plataforma/ação pros padrões da época.

Hello, modernidade! Dispensa comentários que não é mais um joguinho de plataforma, não é mesmo?

Citarei mais dois exemplos para finalizar. Quem não se lembra do bom e velho Sid Meier’s Pirates!? Pois é, uma versão completamente nova do Sid Meier’s Pirates! de 1900 e carne de porco conseguiu o feito de agradar gregos e troianos com o remake: não apenas manteu o conceito do jogo antigo como adicionou e moldou aos jogos modernos trazendo novidades pra quem já era acostumado aquele jogo hipermegadifícil de antigamente. Sim, eu joguei o antigão há um tempo atrás, e sinceramente quase eu arranco meus pentelhos de tanta frustração.

Engraçado quando a gente percebe que os jogos antigos eram mais difíceis do que os atuais, que praticamente jogam por si só: antes era uma honra terminar um jogo, hoje é uma obrigação; antes o jogo desafiava “me zere se puder”, hoje eles imploram “me zere por favor!”. O que eu não daria por duas horas de calos nos dedos tentando fazer um movimento decisivo para passar de uma fase decisiva em um jogo atual!

Enfim, vamos à comparação.

Simplesmente lol, virar o barco era a mesma coisa que virar sua casa com o dedo mindinho e plantando bananeira, atacar uma cidade era o mesmo que ficar de quatro com um jumento excitado logo atrás de você, isso sim que é um jogo! Ok, é um monte de pixels amontoado, mas o jogo é bom!

Aqui a coisa muda de figura. Foram adicionados tipos de bala, ataques mais divertidos por terra, dança e casamento com as filhas dos governadores das cidades, um sistema mais efetivo de recompensa, e dessa vez o navio vira! Não é preciso torcer pro Belzebu pra que nenhuma bala te atinja; com prática e cálculo do vento e da embarcação (e com as modificações necessárias no seu naviozinho) até com um maldito barquinho de pesca você poderá conquistar todo o Caribe! Ok, aí seria demais, mas vocês entenderam.

Por fim, mas não menos importante, vou postar a franquia mais famosa que ganhou uma trilogia espetacular, e recentemente ganhou até uma “sequência” e vai ganhar um filme marcado pro ano que vem, mostrando que foi um sucesso arrebatador: Prince of Persia, com a trilogia Sands of Time (com o filme sendo produzido), Warrior Within (aclamado como o melhor dos três, e eu também acho) e The Two Thrones. Não existem palavras para determinar este remake de sucesso. Embora não sendo difícil nem fácil em dificuldade do jogo, a série PoP ganhou um Prince (sim, o nome do personagem é ridículo) mais gângster/lutador de capoeira, deixando o jogo incrivelmente divertido com seu sistema de luta free form. Estranho, mas nele você poderá lutar como bem desejar usando o terreno, enquanto no Prince of Persia antigo, você no máximo ou morria pro lado esquerdo ou direito.

Ahh, que lembrança boa, quando você tinha 1 fucking hora pra terminar 20 níveis de esqueletos mutantes, guardas com 30 potes de HP, armadilhas onde você tinha que pisar e morrer pra saber onde ficava, serras, buracos, puzzles, paredes e pisos que caiam que te esmagavam, espetos no chão, falsas poções de HP que comiam seu brioquinho, mais guardas, mais esqueletos mutantes, enfrentar a si mesmo e depois sobrando no máximo uns 2 minutos, matar um chefe/mago/bizarro/mutante que soltava fogo pelos orifícios traseiros e que entendia mais de espadas do que o inventor da espada, que jogo legal, né? Eu adorava porque era difícil, tanto que terminei recentemente, usando cheat também, ninguém é perfeito...

Prince of Persia: Warrior Within acima. Existem dois guardas embaixo, o que fazer?

  1. Chorar, sou emo;
  2. Cair, quebrar as duas pernas e matar os dois com os dentes;
  3. Cair em cima de um, esfaquear ele no chão caso não morra, pular por cima do segundo e estrangulá-lo;
  4. Usar as correntes, fazer uma entrada dramática e girar no chão break dance style e arrancar a cabeça dos dois - TEMPO!

Tempo esgotado! Com o free form fight você pode fazer tudo isso, isso é o remake de Prince of Persia atual :D

Bom, eu fiz um post CABULOSO, não quis dividir isto em partes, mas semana que vem eu vou falar de MMORPGs e isto deve ser dividido em partes. E olhe que não falei de Chrono Trigger, Civilization, Final Fantasy IV, entre outros. Enfim, é sempre bom saber de onde viemos, e pra onde vamos, e atualmente, com os jogos cada vez mais fáceis, a tendência é voltar ao nível difícil de antigamente. Com o advento de gamers mais hardcores, o mercado se vê obrigado a mudar a tendência natural aos jogadores casuais.

Então é isso! Até sexta que vem com mais Zero-G!


Publicação original de 21/03/2009. 8 imagens desta publicação não sobreviveram à migração de 2013.

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