Em breve, a Personna e a Ma:Kiavel estarão promovendo o seu primeiro show, organizados pelas próprias bandas e baseado no blog Ambivalent Ideal. Então para conhecerem melhor as duas bandas, as duas bandas se entrevistaram. Nessa primeira parte, temos a Ma:kiavel entrevistando a Personna e obviamente, na segunda, o contrário acontece. Confiram a primeira parte, dando uma pequena prévia do que encontrarão no Ambivalent Rebellion!

Apresentem-se.

Tenten: Sou o vocalista, Tenten.

Usagi: Guitarrista, Usagi.

Irie: Sou o guitarrista Irie.

Ritsu: Eu toco baixo na banda e me chamo Ritsu.

Vyxnori: Baterista, Vyxnori.

1- Por que o nome “Personna”?

Usagi: Não tem nenhum significado muito profundo na verdade. Nós tinhamos escolhido este nome para banda há algum tempo antes mesmo de começarmos nossas atividades, e somos meio indecisos. (risos)

2- A Personna, com o antigo vocalista [L], possuía uma temática voltada para o “kotekote” (termo usado para definir bandas de visual kei com aspectos mais antigos). Com a mudança de vocalista, vocês também mudaram a temática. Por quê?

Usagi: Essa mudança ocorreu naturalmente. Estamos fazendo muitas músicas próprias agora, então essa mudança também varia de acordo com nosso tipo de trabalho.

3- Quais as dificuldades que vocês já enfrentaram por tentar o sucesso em um estilo tão “underground”?

Vyxnori: Quando tocamos no terraço da bilheteria de uma casa de shows. Acho que foi um dos shows mais difíceis que fizemos, ainda mais pela época em que tudo aconteceu.

Ritsu: A dificuldade maior acaba vindo não só do espaço que nos é cedido, mas também pelo próprio fato desse estilo ser underground do jeito que é. Mas isso tudo é natural.

4- No último Anime Family a Personna apresentou duas novas músicas: “Carnation” e “Electric Chair”. O que podemos aguardar para o próximo lançamento?

Usagi: Estamos gravando nosso CD atualmente. Será nosso primeiro single físico e com o Tenten. Aguardem ansiosamente.

Irie: Além do CD, temos o show com a banda Ma:kiavel em breve, que além do Rio de Janeiro, vamos nos apresentar em São Paulo também. Então nos esperem em São Paulo.

5- O que vocês esperam de resposta do público em relação aos seus novos trabalhos autorais?

Tenten: Toda banda espera reconhecimento na verdade. Conosco não é muito diferente, pois estamos nos dedicando bastante, então esperamos que todos gostem e assistam nossos shows.

Vyxnori: E comprem nossos CDs. (risos)

6- Ultimamente, o “Jrock” tem sido mais bem divulgado devido a crescente quantidade de fãs e bandas brasileiras que aderem ao estilo. Qual é a opinião de vocês sobre isso?

Usagi: É bom porque são mais pessoas pra nos assistir e as bandas japonesas podem vir pra cá mais vezes (risos)

Irie: Mais bandas pra fazer um festival de bandas visuais daqui! Seremos do mesmo estilo e poderemos fazer muitas coisas juntas!

7- Sobre o “Jrock” na MTV, qual é a opinião de vocês?

Tenten: Acho que é legal isso o que estão fazendo. Toda divulgação é válida e isso nos ajuda e muito, principalmente pro público que tem algum tipo de interesse, mas não sabe onde achar as coisas direito, ou pra quem nunca ouviu falar e se interesse a partir daí.

Ritsu: Jrock, ou o Visual kei mas propriamente dito, é um estilo como qualquer outro. É muito importante que as pessoas deixem de “fechar o círculo” em volta de quem já curte e entende sobre o assunto.

8- E para quem está começando com uma banda de “Jrock” agora qual a dica que vocês deixam?

Usagi: Sejam pacientes, porque ter banda assim aqui não é nada fácil. E dediquem-se bastante.

Irie: Pratiquem mais seus instrumentos! (risos)

9- O que vocês acham das pessoas que tem preconceito contra Visual Kei e música japonesa em geral?

Usagi: Acho desnecessário, até porque muitas das bandas japonesas são influenciadas pelas ocidentais, então quem tem este tipo de preconceito, também tem preconceito indiretamente com os artistas que ouvem em casa. Música é música, ou ela é boa ou não é. É muito simples.

Irie: Eu sempre achei que a música é o melhor jeito de você expressar sentimentos, então não importa o país e a língua que você canta, desde que essa música te toque e chegue até você, não importando a maneira. Tudo bem que a letra é importante, sim, e muitas pessoas se preocupam com o significado, mas a melodia já deixa você no clima pra determinado sentimento e/ou significado. Ouçam a música sem preconceitos.


Publicação original de 22/03/2009.

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