Resenha de Fukurō, de Plastic Tree (Universal Music, 2009). Nota: 8,5.

Plastic Tree é daquelas bandas que sempre surpreendem sem nunca mudar. Este mês foi lançado “Fukurō”, primeiro single do ano. Um lançamento meio prematuro, se levarmos em conta que o álbum Utsusemi tem pouco mais de seis meses de lançado. A urgência de tal lançamento talvez seja para mostrar que a banda ainda tem fôlego, mesmo após a recente saída de Hiroshi Sasabuchi, o carismático baterista da banda.

Ouvindo o single, podemos notar uma mudança cômoda no que o a banda costuma fazer. A faixa-título traz aquilo que a banda já sabe fazer muito bem, um rock alternativo cheio de emoção e com um trabalho dedicado de guitarra. Também pode-se perceber influência da banda japonesa BUMP OF CHICKEN no modo de cantar de Ryūtarō. Música excelente para novos e velhos fãs da banda. Na sequência temos a música “Concert”, que traz uma proposta bem diferente de qualquer coisa que a banda já tenha tentado: electrorock. Certo, eles já haviam utilizado algo do eletrônico em algumas músicas, mas nada tão evidente e que empolgasse tanto. Seria realmente interessante ver a banda explora este lado mais dançante num futuro álbum.

O single “termina” com “Bermuda Triangle”, uma música confusa e sem sentido. Essa deve ter sido a intenção, nem todas as músicas são feitas para serem ouvidas no seu iPod, algumas são inseridas em discos para servirem de direção quando forem executadas ao vivo. Provavelmente “Bermuda Triangle” se inclui nesse tipo, e caso não seja isso, não importa, uma música ruim não estraga duas boas, e você pode até incluí-la junto com as duas versões instrumentais de “Fukurō” e “Concert”, como músicas que você não voltará a ouvir.

A proposta da banda é a mesma há quase dez anos, com seu atípico som alternativo com influencias tiradas do rock alternativo inglês. “Fukurō” não foge disso, e nem por isso deixa de ser bom.


Publicação original de 17/06/2009.

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