Resenha de heroine, de Moran (SPEED-DISK, 2009). Nota: 10,0.

Após o lançamento de sua coletânea, a banda Moran lança seu belíssimo primeiro miniálbum. Heroine começa com a belíssima intro “Escort”: a música é curta e dá um clima muito interessante para a segunda faixa chamada “Kamoku no Yūbe”. É nítida a influência de bandas como a japonesa Acidman e a dinamarquesa Mew. “Kamoku no Yūbe” agrada quem é fã de música atual como pós-rock ou math rock. Um poderoso riff de baixo começa, dando início à música “Ari Hō”. O baixo de Zill se mostra muito presente e é nítida a extrema técnica e competência desse baixista que está na cena a bastante tempo. Lembrando as músicas das bandas de Nagoya, “Ningen no Ningen ni yoru Ningen no Tame no Koiji” começa com acordes de guitarra sem distorção e com a belíssima voz de Hitomi. As linhas de bateria de Soan preenchem muito bem a música. A variedade de climas e ritmos nessa música é fantástica. “Lost Sheep” é a próxima faixa, com backing vocals que grudam na cabeça. Os riffs da guitarra de Velo são bem marcantes e muito bem encaixados na música. “Stage gazer” é uma música que lembra muito as bandas de indie rock japonesas. Agitada, com energia e um ótimo arranjo, é uma das músicas que tem tudo pra virar um dos hinos da banda. “Onaji Yami no Naka de” é a última faixa que tem o início com o clima parecido com a música “Kimi to Ita Gosenfu”, música do primeiro PV da banda. Embora seja uma música mais calma, fecha o mini-album com chave de ouro.

Moran é uma das bandas novas de visual kei mais diferentes que surgiu. Todos os integrantes são bastante experientes e estão no cenário visual kei há bastante tempo, com destaque para o vocalista Hitomi, que era da banda Fatima.

O primeiro miniálbum deles é muito bom e se você gosta de sons mais experimentais e atuais, vale a pena ouvir, ainda mais se você quer algo diferente e mais calmo dentro do visual rock.


Publicação original de 28/07/2009.

Compartilhar
Comentários
0 comentários