Resenha de Metamorphosis, de DEAD END (DANGER CRUE RECORDS, 2009). Nota: 10,0.
A lendária banda de visual rock oitentista retorna em um álbum genial. Metamorphosis começa com “Matenrō Game”, que é uma música que, mesmo sem aquele grande clima para começar um álbum, possui riffs cativantes e com bastante pegada de hard rock atual. Os backing vocals nessa música criam uma atmosfera muito interessante que mostra a evolução da banda. “Dress Burning” começa com apenas os riffs da guitarra de You e logo entra o grande refrão melódico que está para ser um dos novos hits da banda. O encaixe do solo dessa música com a entrada do refrão é um outro destaque a se perceber. “Telepathy” conta com vocais mais rasgados de Morrie e apresenta as grandes linhas de guitarra que inspiraram nada mais nada menos do que artistas como SUGIZO do Luna Sea e Ken do L’Arc~en~Ciel.
“Devil Sleep” é uma música pesada, agitada e bastante visual rock. Já era de se esperar que o DEAD END faria algo desse tipo no retorno. Ótimo refrão e os fãs de visual mais old school irão adorar essa canção. “Kami Saru” é uma música mais dark que é bem encaixada depois da agitação de “Devil Sleep”. “Giji Venus” é uma intro muito bonita de cordas para a música de trabalho de Metamorphosis, a “Princess”, que é um dos grandes destaques do album e, se não, a melhor música, com melodias cativantes e darks que remetem bandas como The 69 Eyes com uma mistura mais hard rock e com um swing que o BUCK-TICK faria. Essa música possui um PV muito bem feito, e o que mais chama a atenção é que, mesmo com os anos se passando, eles cuidaram do visual — e muito bem, por sinal —, como uma banda regular de visual kei.
“Guillotine” sucede “Princess” e é mais hard rock, com bastante vocais que remetem ao estilo. Possui solos muito bem executados. “Kill Me Baby” é mais uma música agitada para terminar o álbum. Desta vez tem um arranjo bem legal com violão no fundo, contrastando com a guitarra e a voz. O refrão é mais um daqueles grudentos que você lembrará ainda por bastante tempo. “Meigō” é a última música do álbum e é arrepiante! É uma balada, mas que não chega aos pés de “Serafine”, do álbum ZERO, de 1989, porém tem uma melodia muito bonita e em certos momentos lembra as baladas da banda MUCC.
Para os órfãos de DEAD END, é mais do que um retorno triunfal. Para quem não conhece a banda, é uma ótima pedida para depois correr atrás dos trabalhos antigos.
DEAD END é uma banda lendária por participar do início do movimento visual kei no Japão, antes mesmo de ter essa definição. Sem contar que eles influenciaram uma geração de bandas que inclui no nome, LUNA SEA e L’Arc~en~Ciel, dois grandes ícones do rock japonês e que são eternamente respeitados.
Publicação original de 12/11/2009.