Off: Eu perdi as fotos desse live, e a minha esperança era recuperar por aqui, mas nem deu. Enfim, uma pena. =/
11月04日
Olá a todos! Desculpem pelo atraso em postar, mas como teve feriado na segunda, não pude postar. O post que seria dessa semana vou deixar arquivado para falar de algo mais marcante: o show do DAI.
Pra quem lê o blog do iori ou acampanhou o Banshee, vai perceber que meu conhecimento técnico não existe, até porque, eu contrário deles, não sou músico, então esse live report vai ser algo de um fã leigo.
O local: o show aconteceu no Zepp Osaka. A viagem para chegar não é longa em termos de Brasil, mas para o Japão é um tempo considerável. Dentro de Osaka, o lugar fica na última estação do metrô, dava para ver o mar. Zepp são casas de show espalhadas pelas cidades do Japão, com capacidade média de 3 mil pessoas. Felizmente, em Osaka, o lugar lotou. Acesso fácil, organizado e tranquilo. O melhor é que não importa onde fique, você consegue assistir o show sem maiores problemas.
O público: os japoneses se aglomeram, mesmo, meia hora antes da abertura dos portões (18:30). Na fila, ficavam separados em grupos pequenos de no máximo cinco pessoas, conversando entre si como se estivessem esperando um trem. Da fila, pré-show, até a entrada do DAI no palco, todos se mostravam indiferentes, até mesmo quando a Hatsune Okumura se apresentou, cantora que abriu o show. Durante a apresentação do DAI, não se ouvia a voz por parte do público, apenas gritos de apoio em alguns momentos chaves e conversar nos MC. Tudo parecia uma coreografia, repleta de palmas e gestos para cada momento, quando simplesmente não ficavam assistindo. Ou eram todos ou ninguém, parecia ser combinado. E não importa o que fizessem, não saia do seu espaço limitado (do seu quadrado), delimitado pelo inconsciente coletivo. Nos MCs, pelo menos, o público se animou e se divertiu bastante com as piadas do Ryō Ōwatari. Comparando, não há a falta de respeito que presenciei no show do Miyavi, no Brasil, com pessoas atropelando umas às outras; no entanto, é tudo muito formal, impessoal... Profissional. Nesse aspecto, damos um show neles.
O aquecimento: A cantora Hatsune Okumura fez seu debut em setembro de 2007 e lançou seu primeiro álbum em setembro de 2008. Tocou quatro músicas, todas no mesmo estilo romântico, algo parecido com o que seria se Kiroro iniciasse sua carreira hoje. As músicas me pareceram bem interessantes, até por serem compostas por uma colegial (18 anos, último ano do colegial). Já prevendo a reação do público, nem se esforçou em animá-lo, só tomou cuidado para não errar o tom/tempo da música e realizar a performance característica dessas cantoras, olhando para o céu e sorrindo para si mesma. Parecia nervosa na primeira música (e como não estaria?) e isso ficou bem evidente em um dos MCs, quando a Tomiko chamou ela para conversar. Enquanto o Ryō Ōwatari fazia piada com a convidada, a Ban-chan tentava amenizar. A estreante estava bem tímida e respeitosa na conversa, como manda o figurino japonês. Aparentemente, até no meio artístico ‘senpai’ (veterano) é ‘senpai’. No geral, uma bela apresentação, deixou uma marca boa, e acredito que a Avex vá investir nela.
A banda: DAI começou com a música certa, “Tadaima” (algo como retorno, palavra utilizada quando se retorna a casa), afinal faziam 3 anos desde o último show em Osaka. Em alguns trechos, a Tomiko chorou ao ponto de não poder cantar (vide o famoso vídeo de Fukai Mori). Como não lembro a ordem das músicas agora, vou falar no geral. O show foi marcado por músicas dos primeiros álbuns, como Graceful Journey, Tōku Made, Oasis, Under the Sun, Hi no Ataru Sakamichi, Week, Summer Days, Kūsō Ryodan, Kaizai Kaikoku e a clássica Fukai Mori. Senti falta de outras tão importantes quanto, como Yesterday & Today e Desire. Dos álbuns mais recentes, só foram tocadas Honjitsu wa Seiten Nari, Hiiragi e Would You Marry Me?. Para mim, fã das antigas, foi uma escolha ótima, apesar de pensar que Kagaku no Yoru e Field of Dreams (que achei que iam tocar, pelo que significa a banda) belos trabalhos. Os MCs foram marcados pelas piadas do Ryō e as perguntas dele e da Tomiko para o público. Nos shows que vi da banda (e não foram poucos), esses MCs não pareciam tão frequentes, e até um pouco mais sérios. Fiquei positivamente surpreso. Em questão de presença, achei a banda (e principalmente a Ban-chan e o Ryō) um pouco presos durante a música, deixavam de lado as pessoas do fundo (mesmo o lugar não sendo grande, quem ficou atrás acabou meio excluído). ME pareceu também que a banda e o público estavam muito acostumados um com o outro, como se fosse algo trivial. Acho que o DAI se surpreendeu muito nos EUA e certamente ficariam ‘deslocados’ com o público brasileiro.
Os supporters: Para quem era acostumados com os antigos, como eu, pode achar estranho algumas mudanças, mas todo mundo que entrou mandou bem, principalmente o guitarrista, que sempre chamava o público. Só senti falta das apresentações individuais durante alguma coisa, não tão por gostar desse espaço, penso que pode ser melhor aproveitado com uma música, mas é meio que uma marca registrada do DAI.
Enfim, acabou falando mais críticas do que elogios, mas fiz isso para não falar do melhor e estragar alguma possível surpresa positiva. Foi ótimo o show, inclusive o público fez bem seu papel, considerando o padrão japonês. O que se deve levar em conta é que o show do DAI é para se assistir, não participar. Espero que um dia venham para o Brasil, de verdade. Tenho certeza que o povo vai fazer bonito!
Setlist
奥村初音 Hatsune Okumura
- ふたり (Futari)
- ほんとはね (Honto wa ne)
- ありがとう (Arigatō)
Do As Infinity
- タダイマ (Tadaima)
- 遠くまで (Tōku Made)
- under the sun
- nice & easy
- Oasis
- 陽のあたる坂道 (Hi no Ataru Sakamichi)
- Week!
- 深い森 (Fukai Mori)
- 柊 (Hiiragi)
- 遠雷 (Enrai)
- 空想旅団 (Kūsō Ryodan)
- 構造改革 (Kōzō Kaikaku)
- シグナル (Signal)
- 冒険者たち (Bōkenshatachi)
- Grateful Journey
- 晴天ナリ (Honjitsu wa Seiten Nari)
- We are.
Encore
- 魔法の言葉~Would you marry me?~ (Mahō no Kotoba ~)
- SUMMER DAYS
- あいのうた (Ai no Uta)
Observações e curiosidades:
- Achei a Tomiko um pouco mais gorda (só um pouco!) e fiquei impressionado com a branquisse dela. Não achei ela tão linda ao vivo como nas gravações. =/ (e ela não tem bunda!)
- O Ryō Ōwatari é um palhaço, nos MCs a galera chora de rir, e interage muito com ele.
Falando em interação:
Ryo: De onde vocês vieram?
*Pessoas falam zilhões de lugares*
Eu: Brasil (Burajiru). *gritos de surpresa seguidos de silêncio*
Ryo: De onde?
Eu: Brasil!
Em outro MC:
Tomiko: Vieram de quê?
Eu: Avião!
Tomiko: Aquele ali fala bastante!
Só um aviso, o Ryō disse que em fevereiro vai ter outro show em Osaka. Se alguém quiser (e puder) ir, vale a pena! Só não esquece de chamar o bloguista, a informação vale o convite!
E se você tem interesse em culinária japonesa, quer se ligar nos eventos que acontecem por aí ou aprender como fazer as coisas, só entrar em: www.aacj-br.zip.net ou www.aacj.com.br - Associação dos Adeptos de Culinária Japonesa
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PS1: Desculpem não postar a setlist, realmente não lembro da ordem. Se achar, coloco aqui.
PS2: Eu escrevi um post sobre o festival da faculdade, algo único no Japão. Pelo visto, a parte II falando da culinária japa vai atrasar de novo.
PS3: Povo da faculdade, valeu pelos comentários e recados, saudade!
Publicação original de 01/02/2009. 1 imagem desta publicação não sobreviveu à migração de 2013.