9月27日
Olá, ouvintes e leitores! Hoje vou falar do passeio turístico por Osaka (sim, fui de novo lá). Há uma matéria, ministrada toda em inglês, sobre a história do Japão. Para finalizar o curso, referente ao semestre passado, o professor levou os alunos (e interessados) para Osaka, onde há um museu histórico-arqueológico. Logicamente, eu não perdi a oportunidade.
Saímos de manhã e assim que chegamos no museu, algo já chama a atenção: um programa da NHK estava sendo feito lá, tipo talk show. Encontramos, inclusive, as convidadas no metrô, um pouco antes. Como o passeio pelo museu era com tempo determinado, não pudemos assistir muito, então logo entramos.
Lá dentro, há uma espécie de viagem no tempo. Subimos pelo elevador até o décimo andar, o último piso. Do décimo ao sétimo, os andares são ambientados de acordo com a época. Combinando vídeos, arquivos seculares, imagens, interatividade, objetos primitivos (e muito mais), é um lugar que remonta toda a história japonesa estudada até então, de maneira prática, simples e mágica. Mesmo um leigo aprenderia, ou melhor, sentiria toda a trajetória japonesa. Em cada andar uma visão extraordinária de Osaka e, principalmente, do castelo imperial (que ainda vou visitar). Só estando lá para saber, vou deixar um link para os mais curiosos: http://www.mus-his.city.osaka.jp/english_iso-8859-1/index.html
Aqui é tipo uma marionete, bem difícil de se controlar, pelo visto. Qualquer um pode ‘brincar’ de graça.
Depois, fomos passear em Nanba, lugar que já citei no blog, então nem vou escrever de novo. Só vale a pena falar que, no meio da agitação que uma metrópole japa pode oferecer, há alguns templos perdidos entre os edifícios comerciais enormes. As pessoas fazem orações lá pedindo proteção e sucesso nos negócios, jogando água nas estátuas referentes ao Buda. A freqüência é tão grande que há musgos nas estátuas.
Para finalizar o passeio, já no fim da tarde, passamos por Tennōji, onde há um templo budista preparado para receber turistas. Não é tão gigantesco como os de Nara, mas aprende-se muito sobre filosofia e história japonesa. Há uma espécie de volante, parecido com aquelas usadas em navios (perdoem-me, esqueci a palavra), que ao ser girada, os conhecimentos de Buda espalham-se pelo mundo, segunda as crenças do fiéis. Sempre alguém gira, e sempre pra direita (girar para o ‘lado oposto’ é mau agouro). Tivemos sorte e deparamo-nos com um ensaio, cuja dança conta histórias e ensinamentos ligados ao budismo. Nos templos, a parede é toda pintada; antigamente, essas pinturas (que derivaram muitas outras, e foi o início do famoso ‘mangá’) eram usadas para pregar a religião, já que as pessoas não sabiam ler. Geralmente narram o nascimentos de Buda e suas façanhas, além de vida plena para os seguidores (é bem interessante estudar a história do mangá, vai muito além de entretenimento; ainda vou falar dessa matéria).
A entrada.
Você precisa subir um templo para ver isso. É bem apertado e são vários andares, mas vale a pena.
O objeto mostrado acima fica dentro disso, no último ‘piso’.
Voltamos para casa, e ao chegar em Tenri vimos que uma orquestra, a da faculdade, estava tocando na estação músicas clássicas de jazz.
Almoço em Nara: ainda vou falar especificamente sobre comida e bebida, mas em Nanba pedi o yakisoba, famoso por nós, brasileiros, e realmente é diferente. Eles ‘fritam’ o macarrão e misturam com carne e vegetais. Os temperos são apimentados e não há aquela ‘sopa’, o macarrão vem seco mesmo. Além disso, jogam pedaços de carne de peixe, algo moído, bem diferente (é o que tava em cima do okonomiyaki na foto que mostrei num dos posts passados). Essa diferença toda se dá porque o yakisoba brasileiro é feito a partir do chinês, que tem àquela sopa e é temperado apenas à base do shoyu, praticamente.
Falando em comida, não deixem de acessar o nosso famoso blog culinário nipônico e torne-se você também um adepto de culinária japonesa: www.aacj-br.zip.net
PS1: Vi boxe tailandês na TV e tinha um brasileiro participando, só lembro o primeiro nome: Glauber. Alguém conhece?
PS2: Mais um pouco de Kansai-ben, o dialeto da região (Osaka e Kansai-ben é a mesma coisa, praticamente):
- Se ya ne? = Sō desu ka?
- Samui yarō = Samui deshō
- Verbo na forma negativa (⁓na) + akan = ⁓ nakereba narimasen
- Maido = Arigatō
- Pochi hochi den na = Genki da yo!
Tudo isso é sujeito a erros, ok?
PS3: Videozinho da festa do Brasil e link pro vídeo do karaoke:
http://mavaiprojapao.blogspot.com/2008/10/karaoke.html
As fotos foram tiradas de lá.
Publicação original de 06/10/2008. 8 imagens desta publicação não sobreviveram à migração de 2013.