9月5日
Olá, leitores! Quero agradecer desde já a todos que vêm lendo e mais ainda a quem comenta. Fico feliz ao ler as suas impressões do que escrevo.
Viajei mais uma vez hoje, fui para Nara. Esta é simplesmente a cidade mais antiga do Japão, foi a primeira capital, perdurou assim por vários séculos, e até hoje preserva os templos e construções milenares. Mas antes de falar da cidade em si, vou falar sobre o sistema de transporte japonês.
No Japão você paga pelo o que você anda. Até o momento, só andei de trem/metrô. O trem é usado para “ligar” as cidades, é muito prático. Passa várias vezes por hora, com horário marcado, sempre chegando um pouco antes para os passageiros entrarem e o trem partir no horário determinado. O metrô é usado para ligar os bairros de uma cidade, num sistema conjunto com os trens.
Esse sistema é oferecido por duas empresas: a JR (mais usada) e uma outra, cujo nome não lembro (ainda não usei). Em algumas cidades só há uma delas, enquanto nas outras (a maioria, pelo visto) tem ambas. O preço é relativamente barato, considerando a distância, o tempo e o padrão japonês. Os japas percorrem cidades em menos de uma hora para trabalhar e estudar. O transporte aqui é incrível, ao mesmo tempo que é muito simples. Seria ótimo se houvesse no Brasil.
Sobre Nara, é a cidade “grande” (na verdade é apenas maior que Tenri, é famosa pelo turismo, não pela grandeza) mais próxima de Tenri, 20 minutos de trem ou 50 minutos de bicicleta, você escolhe. Lá há um parque enorme, acredito que maior que o Ibirapuera. Neste parque se localizam os templos.
Para quem viu “Rurouni Kenshin” ou qualquer anime da época medieval japonesa, reconhecerá fácil a arquiterura da época, muito bem preservada. De mais curioso em Nara, é o grande Buda, uma réplica do Deus do budismo de 17 metros de altura. Todo o interior de onde ele fica é impressionante, não parece ser feito por humanos. De resto, não comentarei mais, procurem no Google. =D
Os japas de Nara são como os de Tenri (normais e sérios), apenas mais numerosos, já acostumados com os estrangeiros pelo turismo. Apenas no trem uma certa curiosidade: enquanto o vagão lotado de japas imortaliza um silêncio mórbido, ouve-se de longe os estrangeiros conversando em japonês, alto, misturado e muito divertido. Os japoneses se esforçam para não demonstrarem sua curiosidade para com os gaijins (estrangeiros).
Bom, só lembrando, quem quiser saber sobre culinária japonesa, aprender pratos, se informar sobre eventos, etc, acessar: http://aacj-br.zip.net/
PS1: A Monica foi embora, mas foi ótimo o pouco tempo de convívio com ela aqui. Fizemos várias amizades com japoneses e estrangeiros por conta dela, além dos serviços grátis de tradução e turismo que ela nos ofereceu. Só posso dizer “arigatō ōki ni”, num dialeto Kansai bem amador.
PS2: Conhecemos dois vizinhos nossos ambos russos, a Julia, que lembra aquelas patinadoras loiras, olhos e pele clara (do jeito que o Jiraiya sonha). Ela tem um japonês ótimo e adora conversar. O outro foi o Daniil, que é bem engraçado (na verdade, o engraçado é ele, não as piadas, uiaheiua) e mora do meu lado. Eles foram com a gente para Nara.
Publicação original de 15/09/2008.