9月26日
Olá, ouvintes e leitores!
Bom, desta vez fiquei dias sem escrever. Não por falta de assunto, mas por falta de tempo. Acho que postar duas vezes por semana vai ser pouco, mas vamos ver, né!
Falando do dia em questão, foi realmente sensacional. Acredito que um dos mais felizes, afinal recebi várias notícias boas (que vão parar nos PS).
Tive aula, normal (aliás, ainda vou falar das matérias que tenho) e teria que voltar pra facul mais tarde por conta de uma reunião do pessoal que cursa ‘português - Brasil’. Só depois notei que era uma festa, mesmo. Como todos os lugares no Japão são pequenos, eles alugam uma “casa de festa”, que é apenas uma salão médio, talvez pequeno pro padrão brasileiro. E só é alugado o salão. Bebidas e comidas você que leva, e a arrumação e organização pós-festa também é por sua conta.
Olha só, tinham três meses dessas. Uma para os alunos novos e estrangeiros, umas para os veteranos e uma para os professores. Mas isso era só no começo, depois podia trocar de mesa e comer na outra de boa.
Lá houve o encontro de boas-vindas (que é anual) aos alunos novos e estrangeiros. Há uma espécie de cerimônia de abertura, um aluno veterano e os professores falam, recebendo à todos. Depois, comes e bebes à vontade, algo raro por aqui (comi muita, muita carne; e a cerveja, como tudo alcoólico no Japão, é fraca). Mais tarde, todos se apresentam, desde os kōhai (bixos) até os sensei (professores). Há um respeito muito grande para com os superiores: sensei e senpai (veteranos). Chega ao ponto de esses, ao entrarem no local, serem reverenciados por todos, que param o que estão fazendo. Em troca, é comum os 'superiores' pagarem almoço no RU, deixar de fazer coisas pessoais para ajudar os bixos, etc. É algo muito valorizado.
As comidas ficam nessa panela, você joga, espera cozinhar, e come... Mas seja rápido, alguém pode pegar o seu espetinho!
Depois disso, mais comes e bebes, é até às 9 horas (como tudo no Japão, há horário para começar e acabar). Fim de festa? Nada! A grande maioria foi para o karaokê, que é realmente diferente com os japas. 90% das músicas cantadas por algum deles tem coreografia e extras. Os japas ficam com uma sede insaciável de diversão. Entre gritos, danças e cantorias (todos, repito, todos cantam no mesmo padrão: os caras com pose de mano/rapper no maior estilo Orange Range e as meninas com aquela voz fina típica japa, no maior estilo Otsuka Ai/Momusu...). Com tudo isso, é impossível ficar parado. E junto com a diversão, muito chá, sem açucar, claro! Enfim, karaokê aqui é mais do que apenas cantar e se divertir.
Após isso, o rei, reverência pelo divermento, etc (inclusive é costume, depois que você passou bons momentos com alguém, agradecer novamente na próxima vez que se encontrarem). A expressão muda e cada um vai para a sua casa. Agora sim, a festa acabou.
Lembrando, quem quiser saber como faz comida japonesa (e realmente é aquilo mesmo, não é fake, não!), só acessar: www.aacj-br.zip.net
* Esqueci dos PSs
PS: Esse dia foi muito bom, só pelas festas já teria sido ótimo, mas teve uns extras como:
- As matérias que escolhi são muito boas, quem vier pra cá estudar vai ver estudos sobre tudo!
- Conheci um japa que é bem brasileiro, morou 14 anos no Brasil e veio fazer ensino médio e facul aqui, tá dando uns toques pra gente.
- Agora a mais sensacional: comprei ingresso pro show do DAI (Do As Infinity). /feliz
Publicação original de 02/10/2008. 2 imagens desta publicação não sobreviveram à migração de 2013.