Um Rurouni chamado Battousai

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19/01/2016 Última edição em 19/01/2016 às 00:00:00

Durante o film do Xogunato Tokugawa, um assassino conhecido por Battousai se tornou grandiosamente temido por sua habilidade no saque da espada, derrotando com grande frieza e agilidade os inimigos que se opuseram ao regime imperialista. À serviço de monarquistas, Battousai aceitou matar em prol de uma nova era, transformando-se numa lenda durante o regime feudal no Japão.

Esse é o plano de fundo do mangá de Nobuhiro Watsuki, publicado nos anos 90, que conta a história do Samurai X, mostrando a trajetória de Kenshin Himura, que após o início da Era Meiji decidiu abandonar o caminho da espada, jurando não matar nunca mais. A obra do mangaká deu origem a um anime e, mais tarde, ganhou um live-action chamado Rurouni Kenshin: Meiji kenkaku roman tan, estrelando Takeru Sato como Kenshin Himura, que depois de vagar por dez anos sem que ninguém soubesse do seu paradeiro, acabou encontrando o dojo Kamiya Kashin, que pregava "A Espada para Vida", onde conheceu a mestra em kendo Kaoru (Emi Takei), seu aprendiz Yahiko (Takedo Tanaka) e outras pessoas, passando a viver junto delas.

Apesar de a adaptação para o cinema não ter seguido ao pé da letra o original, pode-se dizer que teve um bom desenvolvimento, considerando que é possível ver boa parte dos elementos que aparecem nos primeiros volumes do mangá e episódios do anime, incluindo os diálogos entre Kaoru e Kenshin, o bando de arruaceiros que tentam se apoderar do dojo Kamiya e o novo estilo adotado por Battousai, que agora usa uma sakabatou, cuja lâmina é invertida. 

Produzido pela Warner Bros. do Japão, o filme contou com direção e elenco predominantemente japoneses, e conseguiu captar parte da essência de Rurouni Kenshin, mais nas cenas de ação do que nas cenas engraçadas, deixando um pouco de lado aquele lado baka, que é comum e frequente no mangá.

Personagens como o lutador de rua Sanosuke e a médica Megumi também apareceram no longa, fazendo os fãs de Samurai X vivenciarem boa parte dos eventos da primeira temporada; e outros, como Jin-e, sofreram mudanças para se adequarem ao roteiro, conseguindo ter uma visibilidade ainda maior no filme como vilão.

Alguns sentiram falta de mais cenas de ação durante as filmagens, que, embora tenham sido bem desenvolvidas, não duraram mais do que poucos minutos, mas foram suficientes para mostrar as habilidades do Samurai X e o porquê de seu nome ter se transformado em uma lenda. Aliás, não apenas Kenshin, mas também Jin-e teve destaque nas lutas, onde, a serviço de um magnata, estabeleu o caos na cidade, enquanto cometia crimes se passando pelo verdadeiro Battousai. Seu estilo de combate agressivo, visando o sangue e a morte, fizeram dele o antogonista do qual o filme precisava e foi responsável por fazer a essência assassina do retalhador surgir outra vez.

Também são exibidos flashbacks que revelam parte do passado obscuro de Battousai como paladino de Choushuu, com uma melodia triste de fundo, ao som de violino, e cenários característicos do próprio Japão. A trilha sonora contou com a participação da banda ONE OK ROCK, com a faixa The Beginning, escolhida como tema.

Dos quadrinhos a animes, de filmes a videogames, Rurouni Kenshin conquistou um grande espaço entre os otakus, retratando situações históricas e revelando traços interessantes da cultura japonesa, como a guerra, os costumes e o início da restauração Meiji, que colocou o imperador de volta ao poder em oposição aos defensores do Xogunato, causando mudanças em todo o Japão. Duas sequências ainda foram lançadas em 2014, Rurouni Kenshin: Kyoto Inferno, que dá continuidade aos eventos do filme anterior, e Rurouni Kenshin: Densetsu no Saigo-hen, o último filme da trilogia.




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