Cenas: A arte de 300

Confere aí!

02/02/2016 Última edição em 02/02/2016 às 00:00:00

A história dos 300 de Esparta tem sido contada de diferentes maneiras através dos livros, quadrinhos e filmes, mostrando o grande ato de bravura realizado pelo rei Leônidas e seus guerreiros, que deram suas vidas para proteger a gloriosa Esparta da fúria do numeroso exército persa liderado por Xerxes, o despótico imperador da dinastia Aquemênida.

O filme de Zack Snyder, lançado em 2006, fez mais do que exibir cenas de batalha, pois conseguiu mostrar também boa parte da organização social, política e ideológica da civilização espartana. É possível que tenha gerado críticas pelo fato de as filmagens terem sido realizadas em estúdio fechado ao invés de uma paisagem natural, que talvez fosse mais adequada para um filme antigo, e por usarem efeitos especiais para acrescentar força física aos atores, contudo, apesar de toda essa parte artificial, 300 possui cenas que retratam de forma incrível a arte do cinema. 

Grande parte dessa arte provém da trilha sonora selecionada para o filme, que inclui uma mistura de sons líricos com arranjos de instrumentos que, somados à interpretação dos atores e aos diálogos, formam belíssimas cenas.

Abaixo, temos uma cena onde Leônidas fecha os olhos e vê a rainha de Esparta adormecida nos campos de trigo, em um casamento perfeito entre a música, o sorriso da mulher e o gesto do rei, sugerindo a quem assiste que aquilo não passa de um pensamento, lembrança ou sonho.

Você se lembra da cena dos éforos? Eram uma espécie de inspetores do estado, em número de cinco, que mediavam as decisões importantes que eram tomadas em Esparta. Nela, aparece o Oráculo, representado por uma jovem que dança sob o efeito de algum encantamento, digna de admiração, não somente por sua beleza, mas pelos movimentos que faz, como se estivesse embaixo da água ou em algum lugar sem gravidade. É claro que os efeitos especiais contribuíram para que isso acontecesse, mas a performance da garota foi igualmente importante.

Essa próxima cena tem algo de interessante: a narração feita pelo personagem Dillios (David Wenham), que se extende ao longo de quase todo o filme. Os soldados espartanos reverenciam o jovem que passou no teste para se tornar um rei. O elmo colocado sobre o chão, a pele do lobo vestida nele e o grito do narrador "A king! Our king! Leonidas!", mostrando a neve caindo e o coral cantando ao fundo, contribuem para que a cena tenha um grande nível artístico.

Com isso, espero conseguir chamar sua atenção para o fato de que um filme com uma produção como essas, que não foi filmada em campos nem em montanhas, consegue ultrapassar outros títulos em nível artístico, explorando outros elementos além de um cenário real, incluindo a trilha sonora, efeitos especiais e, o mais comum de todos, a atuação. Esta foi a primeira de uma série de postagens sobre cenas de cinema que revelarão algum traço em especial sobre os filmes. 




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