Shadow of the Colossus: inteligência para derrubar e paisagens para admirar

Acredito que vocês saibam que não sou um gamer de carteirinha, mas quando me divirto com um jogo e acho ele super-mega, sempre da um ânimo para a gente vir aqui escrever um pouco sobre ele para vocês. Pois bem, hoje é a vez de Shadow of the Colossus.

11/12/2018 Última edição em 12/12/2018 às 09:35:02

Yoooo Blasters!

Acredito que vocês saibam que não sou um gamer de carteirinha (se vocês não sabiam, estão sabendo agora rsrsrs..), então jogo sempre esporadicamente... Um jogo aqui, outro acolá... Mas quando me divirto com um jogo e acho ele super-mega, sempre da um ânimo para a gente vir aqui escrever um pouco sobre ele para vocês, mesmo que ele não seja um lançamento tão recente, até porque pode haver outras pessoas que, como eu, vivem no "mundo da lua dos games" e nem se quer sabem o que está rolando de novidade e acabam se impressionando com jogos que já passaram, e muito, do seu lançamento, mas nem por isso deixam de ser bons para ser jogados a qualquer tempo. Pois bem, esse é o caso de Shadow of the Colossus, lançado para PS4 no começo desse ano. Tive a oportunidade de jogá-lo nesses últimos quinze dias e por ter gostado muito, tive a curiosidade de saber um pouco mais desse game. Então vamos nessa?!

A primeira coisa que me surpreendeu foi descobrir que esse game é nada mais que um remake do mesmo jogo lançado para PS2, lá em 2005. E ainda nessa época o game fez muito sucesso por ser ousado, épico e diferente, tudo isso ao mesmo tempo. Desde então, Shadow of the Colossus se tornou referência para diversos títulos que foram lançados depois, principalmente pela sua arte visual e pelos seus conceitos de jogabilidade.

A História

O game acompanha a história de Wander, um jovem solitário, misterioso e munido de uma espada lendária, que busca reviver Mono, uma garota sacrificada por seu próprio povo por conta de seu "destino amaldiçoado". Para isso ele recorre a uma entidade chamada Dormin, que foi presa na "Terra Proibida" e teve seu poder dividido para que nunca pudesse de lá sair. Dormin propõe a Wander que para ela atender o seu desejo e restaurar a vida de Mono, Wander teria que cruzar os quatro cantos das Terras Proibidas nas costas de seu cavalo, Agro, e derrotar com sua espada os 16 Colossus que contém a essência de Dormin, restaurando o seu poder.

A história pode parecer meio cheia de lacunas, e realmente é. Ao que me parece ela deixa em aberto para que o próprio jogador crie em sua mente os reais motivos de Wander tentar ressuscitar Mono: amor, vingança, obediência, lealdade... Qualquer um desses motivos se encaixariam muito bem para explicar os motivos, porém, a meu ver, isso fica a cargo do jogador decidir. Além disso, não é explicado como Wander obteve a espeda lendária capaz de eliminar os Colossus. Ele roubou de seu próprio povo? Foi herdada? Como ele sabia da existência da "Terra Proibida"? Que destino amaldiçoado seria esse da Mono? São muitas perguntas para poucas respostas durante o game, mas não se preocupe com isso, essas questões não são necessárias para o desenvolvimento do jogo, porém que dá uma curiosidade de saber, isso dá!  XD

O Game

A primeira coisa que chama a atenção no game é o seu visual. Os cenários são realmente exuberantes, passamos por planícies, desertos, pontes, colinas e florestas, tudo isso ao som de linda trilha sonora tão exuberante quando as paisagens. E esse é um dos pontos, não há o que se fazer enquanto viajamos entre o santuário de Dormin e cada Colossus, não existem monstro intermediários, não existem outros inimigos, na verdade não existe mais ninguém, praticamente durante todo o game são apenas você, a voz estridente de Dormin e os Colossus. É uma sensação de completa solidão. Mas isso permite que você aprecie cada centímetro das maravilhosas paisagens.

Mas você deve se perguntar: "Oras mais! Onde está o desafio desse jogo? Vou jogar para apenas apreciar paisagens? Que jogo véi fuleiragem é esse?". Se acalme, menino (ou menina), o desafio esta justamente em descobrir as estratégias para derrubar cada Colossus, e desde já digo que alguns não são nada fáceis. Você vai ter que fugir, escalar, pular, atirar flechas, usar dos elementos do próprio mapa para conseguir seu objetivo. Para dar um ajudinha, sua espada lendária, quando exposta ao sol, indica a posição de cada Colossus ajudando a te guiar no caminho para encontrá-los e quando os tiver encontrado ela também te dá uma dica de onde você deve acertar para derrubar os gigantes. E se você demorar muito para descobrir como fazer, a voz de Domin aparece, e bem ao estilo Mestre dos Magos de "A Caverna do Dragão", te dá uma dica meio vaga para você raciocinar e conseguir traçar sua estratégia.

Os Gigantes de Pedra são uma atração a parte. São realmente gigantes, ameaçadores e expressivos, o que deixa as batalhas bem intensas, e derrubá-los às vezes dá até pena, tamanha a exuberância.

Jogabilidade

A jogabilidade do game é super simples. Wander conta com sua espada lendária e com arco e flecha para derrubar os Colossus, além disso, ele conta com Agro, seu cavalo leal, que o segue em todas as batalhas. Guiá-lo em lugares apertados pode ser um pouco chato, mas de modo geral os comandos respondem muito bem.

Wander conta com uma barra que contabiliza a quantidade de dano tomando, porém isso é o de menos, ele se recupera muito rápido, basta ficar paradinho e longe dos Colossus que o seu HP não será um problema, descobrir as estratégias sim, será um problema para você.

Falando em estratégias, Wander conta com uma outra barra que regula o tempo que você pode ficar pendurado, seja em algum penhasco, escalando, seja nos Colossus, com essa barra sim você deve se preocupar, porque nem sempre é fácil chegar nos pontos vitais de cada Gigante de Pedra, e cair lá de cima depois de todo trabalho é meio estressante.

Além da campanha principal que consiste em derrotar os Colossus e completar o modo história, ainda existem os desafios de tempo para derrotar os Colossus mais rápido possível. Depois de terminar a história, também habilitamos o modo Novo Jogo + e o Modo Espelhado, que inverte o mundo. Aliás, durante a jornada também encontrei alguns pontos brilhantes que tocam música quando chegamos perto. É possível coletá-los, mas não consegui descobrir para que servem, se alguém souber, por favor, estou curioso!

Conclusão

O objetivo diferenciado do jogo, as paisagens e a trilha sonora do jogo valem muito a pena. Apesar de não ter jogado a primeira versão para PS2, lá em 2005, imagino que quem jogou teve a mesma sensação que tive ao jogar essa maravilha! Do mais é um ótimo desafio para quem apenas precisa pensar nas estratégias de como derrotar cada Colossus. Finalizei o game com 3 dias, e passei muita raiva com os dois últimos Colossus, mas a sensação de dever cumprido, no final, vale mesmo a pena. 

E com relação ao final da história, isso vou deixar para você, quando jogar e finalizar, conferir. Eu particularmente não entendi muito bem alguns elementos do enredo final, então se alguém que finalizou e entendeu, por favor, deixe aqui nos comentários.

Então fiquem com o trailer oficial desse maravilhoso jogo, e é isso pessoal, até a próxima! o/ 




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