Vocês se lembram da banda Nostoi, uma das novas e boas bandas “brotando” e “dando frutos” no cenário mineiro? Se lembram que em julho de 2012 eles lançaram um projeto no Catarse para arrecadarem parte do dinheiro necessário para lançarem seu debut?

Pois bem, se você se lembra de tudo isso é porque você acompanha a banda e com certeza sabe que o projeto foi bem sucedido e eles conseguiram não só arrecadar esse dinheiro como já lançaram seu álbum, intitulado RailRoad(s) que pode ser adquirido direto com a banda por R$ 10,00 + frete. Se você não se lembra ou não sabia desses fatos, é com prazer que te digo: agora você já sabe!

O álbum é o resultado da união da banda com todos seus apoiadores e, como não poderia ser diferente, a energia que ele transmite vem de cada “raio de esperança” proveniente dessa junção.

Após a introdução feita por “Von Berlin Nach Warszawa”, a primeira música presente é “The Girl, The Train,The Book”. A música em si é uma dosagem em menor escala de todos os aspectos que você vai encontrar no álbum: peso, vocais cadenciados e vocais mais agressivos, passadas melódicas e passadas mais ágeis, narrativas, solos e riffs de fácil audição e de características marcantes.

Logo em seguida, a banda já manda aquele Rock 'n' Roll com uma certa levada de Blues, refrão fácil de decorar e difícil de não cantar junto e um solo que deixará muitos com vontade de ouvir a música ao vivo em um belo pub degustando de um bom whiskey. Assim é “When I Met Rock 'n' Roll”.

Na sequência no encontramos “R.A.W.R!!!”, faixa que começa com uma pegada quase Stoner e segue com peso e agilidade, riffs e pequenos solos, sendo um ponto de “tensão” e até de certa fúria. O contraste vem logo em seguida com “Under the Light of the Olive Tree”, uma balada que caiu muito bem para os vocais de Nienna. Trata-se de uma bela melodia colocada no ponto certo do álbum, acalmando os ânimos e unindo tanto instrumental quanto vocal em uma pegada com todo tom de emoção. Como costumo dizer: Ponto para a banda!

Retornando ao peso, “The Torment Within” traz o peso do baixo de Marco Nóbrega em outra música que, assim como “When I Met Rock 'n' Roll”, possui um refrão marcante.

Três músicas já conhecidas do público dão sequência ao CD: a narrativa “Road 66”, “The Vulture” e “Trademark Destruction”, presentes no EP lançado ano passado.

“Human Flood” é o que podemos considerar como a construção mais distinta do álbum por suas passagens diferentes e bem casadas umas nas outras. O que a torna diferente é a construção no melhor estilo de vocais líricos aliados à melodia tocante da guitarra de Pedro Santos, que logo sente as batidas pesadas e as viradas objetivas da bateria de Leandro Lima. A música então entra em um ritmo mais frenético, constrastando bem com toda a melodia quase melancólica que reinava até então, e que volta a reinar antes do final da música, mas cede espaço para um final cheio de feeling.

Mais uma conhecida dos fãs vem para fazer a ponte do álbum com seu fim: “Return”, faixa também pertencente ao EP “The Vulture”, de 2011. Após ela, “Slave Lady” encerra a obra não com um ponto de interrogação, mas com uma ponto de exclamação. Uma bela introdução de violão transforma-se em base para que Nienna cante, até que a música receba uma pegada mais agitada e melódica, com todo clima de “despedida” que toda última faixa de CD deveria ter.

Resumindo a obra, é um dos belos álbuns lançados em 2012 e com certeza agradou cada um dos fãs que acreditaram no projeto e ajudaram a concretizá-lo. Resta acompanhar a banda e ver o que o futuro reserva para eles.

Serviço


Publicação original de 07/12/2012. 2 imagens desta publicação não sobreviveram à migração de 2013.

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