É evidente, vocês sabem, que uma mudança está em curso nas internetes, a começar por celulares com poder de processamento comparável ao de desktops. Navegar pela internet agora ficou mais fácil, mais intuitivo neste mundo pós-iPhone, e agora podemos instalar aplicativos (apps) diversos, como se fosse um computadorzinho, mesmo. E nem entrei no mérito dos tablets ainda!

Assim, por que, então, a Rádio Blast! não pulou nesse vagão ainda e se adaptou? Serei mais direto: várias pessoas diuturnamente perguntam “quando a Blast! terá seu app para o celular X, Y ou Z”. Primeiramente, falta tempo hábil. Fazemos a rádio como um hobby, não ganhamos quase nada (ainda), estudamos, trabalhamos e tudo mais. Em segundo lugar, as lojas de apps costumam ter uma burocracia rígida, porém necessária: é preciso aprová-los antes de serem postos à venda, de forma a detectar códigos maliciosos, instabilidades e até problemas legais. Não é qualquer coisa que pode ser aceita — não que um app nosso jamais seria, mas normalmente não é um processo instantâneo.

E finalmente, e chego ao ponto, eu quero saber o que vocês querem no app. Agora que virei um macfag, baixei as ferramentas necessárias para fazer um app (leia-se: Xcode), ao menos pro iOS. No entanto, com o advento do HTML5 e navegadores processando JavaScript em velocidades perto da de programas compilados, é perfeitamente possível desenvolver um site que funcione como se fosse um app. Assim sendo, um futuro “app” nosso não necessariamente deveria estar numa loja de apps — o que é uma vantagem enorme para os gratuitos: embora perca-se, assim, acesso à API nativa do celular (é o navegador que intermedeia tudo), evita-se toda aquela burocracia ter que aprovar e tal.

A depender das funcionalidades mais desejadas, portanto, poderemos ter ou não um app. Dito isso, a maioria dos celulares permite que se adicione um ícone de um site favorito na tela principal, e este seria acessado como se fosse um app.

Então. O que você espera de um app da Blast!? Comente!


Publicação original de 06/02/2012.

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