Olá! Para quem não acessa nem o 9gag nem o Facebook, vai a notícia: Saiu Diablo III (ohhhhhh!), um dos games mais esperados desde... Duke Nukem Forever (Pffff...) . E que levou quase o mesmo tempo para ser lançado. E eu, Tiano, comprei pelo site da Blizzard na pré-venda APENAS pensando em testar o jogo e fazer uma postagem pra vocês. Isso que é altruísmo! Infelizmente, a produtora do jogo parece que não recebeu meu pedido por um PC com capacidade de vídeo melhor, então vocês têm que levar em conta que eu vi o jogo com sua resolução não-tão-boa. Bom, se você não comprou ainda (sai nas lojas brasileiras dia 07/06 — corrão para las colinas!), pode ser que uma ou outra opinião daqui te ajude a decidir. Vamos lá!

Interface e mudanças no sistema de jogo

Com relação ao Diablo II e até ao primeiro game, Diablo III está muito mais simples. Aliás, simples é a palavra. O que eu imagino é que eles tentaram o filão de gamers não alucinados, já que os fãs iriam comprar e jogar de qualquer jeito. Isso, porque:

  • Inventário abstrato: Lembra que você acabava sempre jogando fora as lanças no jogo, porque elas ocupavam muito espaço no seu inventário? Pois é, em Diablo III os ítens têm um ou dois slots. E só. O que significa que sua luva e sua espada de duas mãos ocupam o mesmo espaço: 2. Achei logo bizarro. Mas esse jogo está bem menos ligado a “realismos”.
  • Stash compartilhado: O que todo mundo sempre quis, mas tinha medo de assumir. Seus personagens dividem o stash/baú. Menos os personagens hardcore..
  • Glóbulos vermelhos: Conforme você vai matando os monstros, eles deixam glóbulos vermelhos pelo chão. Daí você passa por cima e recupera um pouco de energia, tanto a sua quanto a dos aliados. Alguém lá andou jogando muito Zelda. Isso tem outro efeito no jogo: os ítens de cura recuperam de uma vez, mas precisam de um tempo de espera para serem usados. Parte do novo sistema de skills de Diablo.
  • Itens modificados: Por exemplo, eu não vi ainda poção de mana. Até porque “mana” é relativo, cada personagem tem uma energia de habilidade diferente. Não é mais necessário usar flechas para seus arcos. Identificar ítens é algo simples, basta apertar o botão direito e esperar (Cain não faz mais isso pra ti, sivira!). Portal pra cidade funciona quase da mesma forma. Tudo isso causa meio que um choque para quem está habituado com as versões anteriores. Ah! agora você também tem MUITOS slots de armadura. Cabeça, pescoço, dois anéis, armadura peitoral, armadura inferior, sapato, cinto, luva e antebraço. Acho que é isso...
  • Não existe mais distribuição de pontos! Pois é, seu personagem passa de nível e, bem, é isso. Ele ganha os pontos, mas você não decide como. Castração para os jogadores que gostavam de buffar pra sempre em uma coisa só. Eu, cá entre nós, não tenho opinião formada sobre isso...
  • Novo sistema de skills: Pois é, esta é a MAIOR mudança no jogo. Eu, particularmente, demorei a me acostumar e não sei ainda se gostei ou não. O que você precisa saber: atacar com sua arma é algo do passado. Ela, assim como o inventário, é um item abstrato. Tipo Final Fantasy, mal comparando... Você tem uma classe de habilidades para cada botão do mouse e outras quatri para os botões 1 a 4 do teclado. Cada uma evolui particularmente. Você só pode usar uma por vez no botão (foi-se o tempo dos “Fs” como atalho). Não existe mais distrubuição de nível nas magias. Elas evoluem conforme você passa de nível e ganham “runas” — que são as novas habilidades para aquela skill. As skills de 1 a 4 têm um tempo de espera para se usar novamente, além do gasto de mana. Se você não tem como usar as skills do mouse, você ataca normalmente.
    Ou seja: seu personagem tem uma habilidade para o botão esquerdo, outra pro direito e mais quatro magias nos atalhos 1-4 do teclado. Cada uma com sua árvore de evolução própria.
  • Skills passivas: As habilidades passivas (ui!) do seu personagem também são divididas em três grupos. Você pode acionar uma das inúmeras habilidades passivas de cada grupo. Eu gostei!
  • O que significa morrer: Eu morri uma vez. O jogo não está tão difícil quanto o anterior, pelo menos até onde eu fui (e olha que eu não sou nenhum bot). Quando você morre, volta para o último checkpoint do jogo com tudo que conquistou antes de morrer... Após o nível 10, seus ítens são danificados (não sei o que isso significa, morri no 9). O que significa que você não precisa ir buscar, no meio do caos absoluto, seus ítens no próprio corpo. TELL ME ABOUT EASY GAME!
  • Personagens hardcore: Mas daí tem a jogada do jogo (oi? Jogoception!?). Personagens hardcore não podem morrer, porque você NÃO volta, e seus ítens se perdem para todo sempre, amém. É como se fosse uma segunda dificuldade no seu nível de dificuldade. Além disso, como eu falei, não compartilham o baú com os outros (filhos únicos). Não tenho certeza, mas eu consegui itens muito mais facilmente com o meu personagem hardcore. Acho que é um dos bônus por jogar com eles. Ah! Você pode criar um personagem hardcore quando tiver um outro com nível 10.

E, o principal:

  • Jogo menor: Muita gente falou por aí que o jogo é menor. Eu acho excelente! Não conheço ninguém que tenha zerado Diablo II mais de duas vezes, e 70% dos jogadores (de acordo com o último censo), quando pegam de novo para jogar, param no mundo da floresta. Por quê? Porque ele é CHA-TO! Diablo II era muito longo e cansativo. Eis a verdade!
  • Evolução de personagem constante: Outro ponto é que os personagens passam de nível o tempo todo. Isso não quer dizer que “opa, matei um goblin LEVELUP!”. Isso quer dizer que você tem sempre uma sensação de recompensa e de ganhar coisas novas por todo o jogo. Em Diablo II, depois do nível 20 e poucos, era um custo subir mais.

A História

Olha, tô achando bacana. Não é nenhum Chrono Trigger, porque nem é a ideia. Mas os personagens falam e interagem mais. Cada qual tem seu video introdutório com história particular, e com diferença se é masculino ou feminino.

Tem lá suas forçadas... mas nem tudo é perfeito! Pelo menos, é plausível.

Os personagens

Eu joguei até o nível 10 com cada classe, só por vocês. Vamos ao que eu senti com cada um:

  • Witch Doctor: Não sei se é porque joguei com ele primeiro, mas achei tão mais simples. Se usei uma poção de cura, foi muito. O Witch Doctor/Feiticeiro não é a nova versão do Necromante do II. Ele é a nova versão do Druída da expansão do II, com uma pitada de Necromante. Ele pode atacar a distância (como quase todos) e convoca ajudantes em campo. Além disso, conta com magias ofensivas muito boas e uns autoassist bem decentes. O problema são os equipamentos exclusivos dele... nada muito sensacional. Usa a mana como nós a conhecemos.
  • Demon Hunter: Meu personagem de teste hardcore. Ele é interessante. Tem vários ataques a distância diferentes e consegue pegar em área. As primeiras habilidades 1 e 2 dele são, respectivamente, armadilha e um salto para escapar de atacantes. Só que, no fim das contas, com tantos personagens que atacam a meia ou longa distância, ele fica meio obsoleto. Tem duas barras: mana para habilidades de botão e Hated para as do mouse. Esquisitíssimo.
  • Monk: Este, sim, é uma máquina de matar. Sério, as habilidades ofensivas são muito boas, pegam em todo mundo e são rápidas. Ele tem golpe para afastar, para deixar tonto, para tudo! Ainda é o personagem com a melhor mobilidade (as skills passivas ajudam). Ah, e ele se cura. A eneria de magia dele também é tranquila de usar e recuperar. Achei roubadão.
  • Wizard/Arcanista: Olha, as habilidades do Wizard são bem boas. Só que a organização delas não. O sistema novo de skills não favoreceu em nada os magos. Beleza que há uns ataques em área sensacionais e os projéteis são bons. Só que a árvore de evolução de um exclui outros muito bons, entendem? Porque você só pode ter uma habilidade no botão 1 ou 2. Daí que ele é bem frágil, e pode ser um problema se manter bem o tempo todo (embora a primeira habilidade passiva seja de defesa). A Energia Arcanista dele se recupera muito rápido, o que é ótimo!
  • Bárbaro: Morri foi com ele. Me disseram até porque: estava com duas armas e nenhum escuto ou outro jogador me dando assist. O que significa que Diablo III é muito mais cooperativo que qualquer outro jogo anterior. O Bárbaro teve uma sequência de mudanças nas habilidades por causa do novo sistema de skills, e eu acho que não ficou muito melhor que o anterior, não. As skills são meio repetitivas e têm efeitos parecidos. A barra de Fury dele, que é a “mana”, cresce conforme você bate e apanha. Curti!

Bom, é isso. Agora vocês me deixem ir jogar, porque eu fiquei mais preocupado em analisar a brincadeira do que em brincar.

E que Tristam tenha um bom futuro nas suas mãos!


Publicação original de 19/05/2012.

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