A tecnologia seduz. Essa frase foi levada a novos extremos quando o site Korea Herald mostrou o caso da jovem chinesa que anunciou, no Weibo (site popular da China, semelhante ao Twitter), que está disposta trocar sua virgindade por um iPhone 4. Já no começo deste mês, um adolescente chinês de 17 anos chegou a vender um rim para comprar um iPad 2.

Segundo ambos, a falta de dinheiro teria sido o motivo para esse tipo de negociação. Para a garota, o pai negou quando ela pediu o gadget de presente. Para o jovem chinês, um anúncio na internet que oferecia 22 mil iuans (moeda chinesa) pelo órgão fez com que ele, ainda um estudante e sem o conhecimento dos pais, vendesse seu rim.

Os aparelhos da Apple levam os consumidores à loucura, e isso é fato. Mas quando seu corpo se torna parte da negociação, as coisas se complicam, porque ao invés da cooperação entre homem e máquina, à qual estamos acostumados, ocorre a superação da máquina sobre o homem.

A convivência com a tecnologia vem cada vez mais cedo em questão de idade. Os pais, assustados com os casos assombrosos relacionados à tecnologia (além dos casos de obtenção de gadgets como os mencionados acima, não esqueçamos os casos de bullying, assassinato e sequestro que usam do computador e da internet como veículo), muitas vezes controlam em excesso a vida social — pessoalmente e também na internet — dos filhos. O controle é motivo de reclamação dos jovens e adolescentes, e é fato que geralmente os pais exageram na proteção. Mas, além de tomar mais cuidado e tentar convencer os pais a diminuírem o excesso de controle, o que mais podem fazer os adolescentes para ainda exercerem sua liberdade? Não sei. Mas brigar com os pais por se preocuparem ou querer que não se preocupem definitivamente não está na lista.


Publicação original de 25/06/2011. 3 imagens desta publicação não sobreviveram à migração de 2013.

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