Resenha de Fantastic Love, de FANTA (avex trax, 2011). Nota: 3,0.

Apesar de comumente associado ao heavy metal ou ao mundo das guitarras virtuose, Marty Friedman tem um gosto desmedido pelo j-pop. Suas listas pessoais de lançamentos preferidos transbordam em nomes de cantoras nipônicas, fora sua própria atuação no gênero.

Além de trabalhos mais esporádicos com Nana Kitade e Nami Tamaki, Friedman era parte da banda de apoio estelar que acompanhou Nanase Aikawa no miniálbum R.U.O.K.?!, de 2005 (SHINYA do LUNA SEA, PATA do X JAPAN, JOE do DEAD END e D.I.E. ex-hide with Spread Beaver completavam o time).

O FANTA é mais ou menos a mesma coisa. Um grupo incomum e talentoso demais para ter se reunido espontaneamente. Só que em vez de servir à uma cantora pop, o FANTA promove exatamente o que faz referência: a linha de refrigerantes da Coca-Cola.

Com o título inacreditavelmente ridículo “Fantastic Love”, a faixa traz também Toshihiko Takamizawa do THE ALFEE na guitarra, Nana Tanimura nos vocais e Show Ayanocozey (o DJ OZMA) no baixo. Como previsível, a música é boba e fútil de dar dó.

Obviamente, todos estão ali para cumprir contrato com a avex trax e receber uns trocos por fora. A sensação de enganação é realçada pelas atuações do videoclipe, onde os músicos bebem Fanta em situações casuais fazendo caras dignas de quem foi dopado por doses cavalares de LSD.

Engraçado que falta um refrão chiclete, algo que seria essencial para uma música de comercial. Mesmo com boas guitarras aqui e ali, o negócio está mais para tubaína quente e sem gás do que para uma Fanta gelada. Indigesto.


Publicação original de 26/08/2011.

Compartilhar
Comentários
0 comentários