Resenha de Arcadia featuring DAISHI DANCE, de MUCC (Sony Music Entertainment , 2011). Nota: 2,0.

Com o passar do tempo, a criatividade vai e volta, e os ouvidos, já acostumados com o estilo do som, fazem muitas cobranças críticas. Procuram-se saídas: projetos paralelos, modernismos tecnológicos ou um som mais rebuscado.

Com o MUCC já aconteceu tudo isso e Arcadia featuring DAISHI DANCE é o fim da linha. Sob uma montanha de sintetizadores, a banda vai enterrando um passado glorioso. “Arcadia” é de absoluta falta de qualidade. Uma tentativa doentia de trilha-sonora de boate modernosa originada de algum Alzheimer composicional coletivo que atingiu a banda. A introdução dance esquizo-épica com um Tatsurou à base de autotune é de um mau gosto assustador.

“NAME” e “FUZZ -THUNDER GROOVE VER.-” (regravação da faixa originalmente do álbum Shion, de 2007) são rigorosamente iguais em suas aguda falta de personalidade a outras músicas do último CD, penúltimo e assim por diante até idos de 2009: passáveis para os fãs mais desesperados por encontrar qualquer fio de dignidade, medíocres perto dos momentos mais fracos dos anos de ouro da carreira da banda. Inevitavelmente burocráticas. Pegarão poeira junto à Karma, falling down, Yakusoku, DIORAMA, Freesia e outras besteiras que você aglomera por esperança.

É chato para quem costumava contar os dias para um novo lançamento do MUCC ter que dizer isso, mas seria menos doloroso para todos nós se o grupo resolvesse desistir de vez. Ver os caras se auto-humilhando com lançamentos como este é um castigo grande demais.

Um disco excruciante que é mais fácil não ter e não ouvir. Acredite, lhe bastará ver o visual do grupo. Até parecem uma boyband do k-pop integrada por travestis da Rua Augusta...


Publicação original de 25/11/2011. 1 imagem desta publicação não sobreviveu à migração de 2013.

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