Resenha de Shōjo no Inori III, de Acid Black Cherry (avex trax, 2011). Nota: 7,0.
Remakes, adaptações e continuações tornaram-se uma prática comum através da passagem das décadas. Popularizados pelas produções hollywoodianas desde os anos 80, estas categorias se espalham por jogos, programas de TV e livros (considerando que provavelmente nasceram no gênero literário antes de chegarem à sétima arte).
Seja com a intenção de reprisar um sucesso comercial ou continuar um fio solto de história, seus usos criam uma sensação natural de ansiedade quanto ao resultado: será que vai ser melhor do que antes? Tudo isso configura o ambiente do novo single do Acid Black Cherry.
“Shōjo no Inori III”, como o título entrega, é a sequência da faixa original lançada no álbum BLACK LIST, de 2008. Assim como milhões de exemplos práticos de casos em outros meios, não é uma música ruim, mas falta frescor. Soa burocrática. Um adicional mais quantitativo do que qualitativo para a biblioteca da banda.
Repetindo as bem sucedidas versões apelidadas ‘Recreation Tracks’, yasu resgata “Jōkyō Monogatari” do Sharam Q, banda pop rock que contava com TSUNKU, hoje uma das cabeças por trás da megalomaníaca fábrica de idols Hello! Project.
O sucesso do Acid Black Cherry com “Jōkyō Monogatari” se deve mais ao bom gosto de Yasu do que aos novos arranjos do tributo. Chafurdar entre o lamaçal do catalogo de um grupo que conta com imbecilidades como “Kimi wa Matsushi?” ou “Shin Rāmen Daisuki Koike-san no Uta” para encontrar essa pérola emocional sobre a ida para a capital nipônica deveria garantir algum prêmio para o cara.
Enquanto meio mundo aguarda impacientemente a volta do Janne Da Arc, yasu parece mais interessado em viver seu presente. Mesmo que este presente seja preenchido com o rebobinar do dia de ontem ou revisitação do passado glorioso alheio.
Publicação original de 13/06/2011.