Resenha de WILL, de PENICILLIN (THAT RECORDS, 2011). Nota: 6,5.

A voz do HAKUEI é um daqueles casos que não permitem uma análise indiferente: ou você ama ou você detesta. E eu faço parte do segundo grupo. Apesar de o PENICILLIN sempre ter feito boas canções, a voz do cara soa como se o KIYOHARU (vocalista do KUROYUME e sads) tivesse enfiado o pinto na tomada.

Então, você tem em WILL um punhado de boas canções. Uma saraivada de licks espertos e bases bem construídas do excelente guitarrista CHISATO. Atente para a criatividade do cara em “ENGAGING VICE” e “Little Grey”. Mesmo tendo a capacidade de pisar no acelerador e solar a mil, os arranjos são dosados sem descambar para a virtuosidade estéril.

Os flertes eletrônicos, que povoam o som do grupo nos últimos anos, estão sincronizados à condução rítmica da ‘cozinha’ baixo/batera com precisão. Todas essas características juntam-se com segurança em “Tetsu no HEINRICH” e “Saigo no Tegami” (essa última emula, sem vergonha nenhuma, mil e um clichês diferentes do visual kei).

Mas, apesar da inegável competência da banda, não dá para aguentar mais de três músicas seguidas com a voz nauseante de HAKUEI. Talvez por isso, a banda afundou-se nas brumas do anonimato após seus quinze minutos de fama. Para quem gosta, é prato cheio. Já os outros, passem longe!


Publicação original de 22/03/2011.

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