Resenha de Witch on Flames, de VELVET EDEN (Daiki Sound, 2011). Nota: 3,0.
Previsível. Isto é exatamente o que pode ser dito a respeito da volta da banda de visual kei que causou algum burburinho no underground japonês no início da década passada. Sem novidades desde 2002 — quando sucumbiram ao habitual estado de hiato —, DADA, o mentor do VELVET EDEN, cansou da apática vida normal e trouxe um disco de canções entremeadas pelos cacoetes do próprio passado.
Se a coisa já soava datada há dez anos atrás, o quadro atual só denota a falta de requinte das composições. Os teclados soam como MIDIs baratos, aguçados por uma produção baixa-renda. O mesmo pode ser dito das cafonas baterias digitais.
O timbre da voz de DADA não ajuda, mal muda de tom nas três faixas cantadas do miniálbum (a primeira é uma introdução tradicional desse tipo de banda).
Mas, isso tudo já era de se esperar. Música eletrônica é assim: envelhece rápido e só sobrevive dentro do gueto. É um disco ruim. Porém, DADA compôs canções exatamente como os fãs esperam e que provavelmente ele mesmo gosta de ouvir. Da capa às músicas, Witch on flames é prato só para clientes antigos e fiéis.
Publicação original de 19/04/2011.