Resenha de I am the best, de 2NE1 (YG Entertainment, 2011). Nota: 8,0.
Esqueça a capa horrorosa e vamos direto ao que interessa. Ao invés de assumir o som de vozes fofinhas comum ao mundo coreano, o 2NE1 apela para a adrenalina em alta, usando batidas incisivas e letras de autoafirmação para criar um som diferente desses produtos quase loli, mas que em momento nenhum passa perto de ser fresco.
“I am the best” é estruturada não tão próxima ao electro-pop que os outros girl groups exploram à exaustão. Suas fundações remetem diretamente ao hip hop mainstream recente, reinante nas paradas até o momento em que Lady Gaga e toda uma sucessão de garotas festeiras tomaram seus pódios de assalto.
Sob camadas densas de toques eletrônicos, o quarteto apresenta seu inegável talento vocal com fluidez em torno de uma letra sexualizada. Porém, o melhor na faixa é um tom similar ao que se tem em mente da música produzida na Ásia Meridional, aquele tipo de melodia exótica e sexy.
Para uma escala mundial, o 2NE1 não surpreende. Suas características sonoras já tiveram as fontes esgotadas até pelos seus vizinhos japoneses há três ou quatro anos atrás. Porém, os pressupostos que levaram os fãs a enxergarem as meninas como novidade são compreensíveis e verdadeiros. CL, Minzy, Dara e Bom realmente trazem informações novas à mesa do k-pop apoiadas em uma boa canção.
Publicação original de 08/07/2011.