Resenha de Loveless, more Loveless, de Megamasso (avex trax, 2011). Nota: 8,5.
Depois dos primeiros acordes de “Sekai no Owari no JELLYFISH” já fica claro: este é o disco mais melancólico do Megamasso. A banda, que normalmente aposta em singles festeiros, evidencia um amadurecimento em novo álbum floreado por melodias tristes.
Os tons menores e a estética delicada com que Ryohei envolveu cada uma das canções chegam a ser surpreendente. A sutileza de boa parte das faixas beira a nostalgia. Mesmo quando os andamentos são rápidos, como em “Hakugin Shōjo”, “PANDEMONIUM, Hakkaku.” ou “fate”, é marcante a tendência doce que até atribui algum sentido ao título do CD num broken english tipicamente japonês, Loveless, more Loveless.
Mesmo assim, ainda existe espaço para a alegria habitual à banda. IZAM vem dar uma força no olhar moderno com que a trupe pincela um dos seus hits no SHAZNA: “Sumire September Love”. Deve ter sido gratificante gravar com um dos ídolos da adolescência.
O final do álbum com “Until” só confirma o que é perceptível há alguns anos: o Megamasso ainda é um dos poucos nomes dignos de serem acompanhados no cenário. A postura e as ótimas composições apresentadas pela banda são genuínas e sinceras, bem diferentes da afetação descabida tão comum aos grupos de visual kei.
Publicação original de 07/03/2011.