Resenha de Bathory, de BLOOD ( Darkest Labyrinth , 2011). Nota: 6,5.
Bathory é a conclusão de um longo movimento transitório que kiwamu atravessa desde anos antes da separação do BLOOD. O moleque corajoso com sede de sucesso se tornou um administrador.
As recentes citações ao CEO Miki Watanabe denunciavam o futuro próximo. Aquele garoto falastrão que disparava impropérios aos montes para alguns meses depois queimar a própria língua retirando tudo o que disse se transformou num rígido e calculista homem de negócios.
Não que ele tenha começado a produzir idols groups em série, mas ter de recorrer à tentativa barata de explorar a fama que obteve com o BLOOD, voltando às atividades com som e integrantes totalmente diferentes, é artisticamente medíocre, mas financeiramente inteligente.
A faixa-título, “Reality” e “Counting Rhymes” são corretas. Não é como se ele estivesse pisando em território estranho. Pelo contrário, kiwamu sabe o que está fazendo e contrata funcionários competentes para efetivarem o que lhe vem à cabeça — um vocalista que possa gritar nas pontes e cantar bons refrãos melódicos como rege a moda, instrumental eficaz e ares góticos para não perder o público cativo.
É certamente louvável a evolução para um marketeiro com bom faro para negócios. Afinal, todas aquelas turnês sem cachê para o exterior, shows cancelados em cima da hora por problemas de organização, verdadeiras adoções de artistas estrangeiros para o cast de seus selos e outras muitas furadas tinham que levá-lo a algum lugar. Mas, é sempre triste quando em seu próprio território a arte fica em segundo plano.
Sai o músico e entra o magnata. Lá vai outro KISAKI...
Publicação original de 15/06/2011.