Resenha de Futari no Hoshi, de SPIV STATES (Danger Crue Records, 2011). Nota: 7,0.

JUN parece ser a pessoa mais sem sorte do mundo. Após as muitas reencarnações do Phantasmagoria, o cara criou um novo projeto com seu companheiro de guitarras, Iori.

Primeiro, Iori afastou-se do grupo alegando um problema de hérnia que já tinha conhecimento desde os dezoito anos. Após um entra e sai de integrantes, JUN foi abandonado por todos os membros da banda. Ao menos, o lado musical parece mais estável que as relações dele.

Apesar de ainda apelar para cada um desses modelos, o cara encontrou um meio termo agradável entre o oshare feliz e as tentativas de ser uma versão reencarnada do hide. “Futari no Hoshi” e “Charon” são recheadas por camadas de teclados, ambas com um apelo pop fortíssimo.

As guitarras passam despercebidas em muitos momentos, trabalhando estritamente para os arranjos das canções em contraste total do que se espera de um CD concebido por um guitarrista.

Influências da carreira-solo do falecido PINK SPIDER estão escancaradas em “HEART”. Traços de “MISERY”, “TELL ME” e outros hit singles de hide pipocam pela faixa. A esquecível “Always”, com refrão ‘para-cantar-junto-batendo-palminha’, tem versão em japonês e inglês macarrônico.

O motivo que levou a essa debandada geral do SPIV STATES vai provavelmente ser um mistério eterno. No entanto, sem nenhum de seus companheiros, JUN finalmente conseguiu dar uma guinada na direção de um resultado digno de atenção. É, eles não vão fazer tanta falta assim...


Publicação original de 17/07/2011.

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