Resenha de THE VOICE, de Ryuichi Kawamura (avex trax, 2011).

Pronto! O último capítulo que faltava para que o lendário vocalista do LUNA SEA confirmasse seu merecido estado de ‘coxinha’ ambulante acabou de ser escrito.

O cara meter-se em esquemões dignos de Roberto Carlos — como inacreditáveis turnês em cruzeiros da terceira idade — já era motivo de suspeita. Agora, o caldo entornou de vez.

O que impera em cada minuto deste CD é uma baba inacreditável, com um repertório capaz de irritar até mesmo o finado Mahatma Gandhi.

Em caso de dúvida, ouçam as insípidas versões para “HOW DEEP IS YOUR LOVE”, “OVER THE RAINBOW” e “MY WAY”. Não satisfeito, Ryuichi despeja sua torturante impressão do que pode vir a ser uma ópera em “NESSUN DORMA” de Puccini.

Isso porque eu ainda não falei do manifesto de ruindade que ficou “AVE MARIA”. Inacreditável a canastrice de proporções estratosféricas do cara!

Não estranhe Ryuichi cantar desanimado como num velório de um parente querido, a coisa toda é digna de tristeza mesmo. THE VOICE é fortíssimo candidato para tardes de fisioterapia nas alas geriátricas dos hospitais japoneses.


Publicação original de 28/03/2011.

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