Resenha de JADE, de X JAPAN (EMI, 2011). Nota: 8,0.

Longe de qualquer ineditismo, “JADE” ganhou finalmente um lançamento digno após circular por meses em arquivos mp3 de qualidade duvidosa. Ao menos, a faixa ainda mantém o mesmo frescor de sua primeira aparição.

Não optando pela segurança do sucesso de suas irregulares baladas obtido nos últimos anos da primeira encarnação da banda, YOSHIKI aponta novos caminhos para o X JAPAN do novo milênio.

Transitando numa linha tênue que separa riffs do metal moderno e pop de encher arenas, a banda cria diversas situações melódicas diferentes e ainda consegue soltar um refrão que grude no ouvido. A letra pode parecer brega (e ela é!), mas também eram quando em japonês, só que ninguém se importava em traduzir.

A produção excessivamente polida tira um punch do instrumental pesado e certeiro, mas é compreensível, as mídias de massa nipônica ou mesmo a ocidental não aceitariam nada dotado de peso monolítico. As boas colocações rítmicas de YOSHIKI e o desempenho à la shred de SUGIZO disputam espaço com camadas exageradas de orquestrações.

Mais bem acabada do que “I.V.”, “JADE” desagradará quem está esperando por hinos speed metal de um novo BLUE BLOOD. De fato, este novo X JAPAN se dá muito melhor tentando forjar uma nova identidade musical do que regurgitando formas do passado.

Na verdade, este é um dos raros momentos onde a ambição destruidora e os traços de garoto mimado da personalidade de YOSHIKI jogam a favor da banda.


Publicação original de 30/06/2011.

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