Resenha de POP DIVA, de Koda Kumi (avex trax, 2011). Nota: 1,5.

Quando a gente pensa que o ano está começando bem, com uma série de lançamentos dignos de nota, nos deparamos com isso. “POP DIVA” é o novo single da Koda Kumi, mais uma cantora fabricada por figurões das muitas corporações envolvidas no mercado musical.

Na faixa-título, Koda canta que é uma diva top, a garota mais bonita, poderosa e talentosa do planeta. Discursinho ridículo por si só, mas pouco convincente ainda mais por não ter nem sido escrito pela própria! A letra é de lil’showy, um desses canastrões que vendem hits prontos para cantoras famosas. Naquela roupagem electro/pop que infestou todos os lados do globo nos últimos tempos, Koda canta um refrão irritante com efeitos daquele Auto-Tune que infernizou seus ouvidos em 2010.

“Black Candy”, apesar do trabalho razoável de guitarras, parece um dos momentos mais medíocres da Cristina Aguilera. A menina, desta vez, conta com quatro outros cúmplices para cometer uma música não mais que risível. Cadeia neles!

O single conta com versões instrumentais das músicas, só para você constatar como os arranjos são pavorosos.

No fim da audição, fica claro que, de diva, Koda Kumi só tenta ter o título. Pretensiosa demais, talentosa de menos.

De nada adianta posar de pseudodiva e apresentar canções tão prazerosas quanto esfregar a cara no asfalto. Tudo, obviamente, sem um pingo de identidade. O resultado é tão pasteurizado que faz The Carpenters soar como o Slayer. Um festival de clichês usados em exaustão que deixam aquela sensação de já ter ouvido essas músicas em algum lugar. Engodo puro.


Publicação original de 02/02/2011.

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