Resenha de Headache and Dub Reel Inch, de KUROYUME (avex trax, 2011). Nota: 6,0.
Apesar de apresentar mais ideias interessantes do que os singles predecessores ao lançamento do álbum davam a entender, faltam boas músicas em Headache and Dub Reel Inch, o novo álbum do KUROYUME.
Elementos eletrônicos dominam boa parte dos arranjos. Às vezes, soam interessantes, como nas pesadas “13 new ache” e “White Lush Movie”. Em outras, empapuçam toda a dinâmica da canção numa barulheira entediante, principalmente na entediante “Someone”.
A dupla se esforça para criar hits melancólicos como aqueles do passado, mas “MISERY”, “ARON” e “heavenly”, mesmo que em versões mais vigorosas que as dos singles, carecem de refrãos eficazes.
Essas considerações não significam que o CD é execrável. “Love Me Do”, “Starlet”, as já citadas “13 new ache” e “White Lush Movie” e, principalmente, a versão para o clássico “Born to Be Wild” merecem atenção. No entanto, é preocupante quando um cover é melhor que a maioria das músicas novas originais.
Ainda perdido, o novo KUROYUME passa por uma intensa crise de identidade. Headache and Dub Reel Inch é um álbum irregular, dividido entre canções que soam como faixas da carreira-solo de KIYOHARU ou as recém-lançadas pelo também ressuscitado SADS (a outra banda do vocalista). Não causará a dor de cabeça do título, mas deve deixar alguns fãs angustiados por ouvirem o álbum mais fraco já lançado pela banda.
Publicação original de 02/11/2011.