Três rapazes de 17 anos foram presos pela polícia de Fukuoka, suspeitos de roubar mangás de One Piece (detalhe: se isso fosse no Brasil, diriam algo do tipo “ah, eles são menores, deixa pra lá, só estavam tentando ler revistinha”... ou então virariam para os garotos e diriam “passa a grana, ou a gente leva vocês pra FEBEM!”). Uma livraria foi o alvo da ação, e os garotos escaparam do caixa do primeiro andar indo para o segundo andar do subsolo. Mas parece que os japoneses realmente não têm sorte, porque um deles foi pego e outros dois fugiram... Mas logo foram capturados.
Aliás, “não têm sorte” foi um termo muito suave para descrever o problema dos japoneses... Eles não têm falta de sorte, têm mesmo é uma zica das brabas, um azar desgraçado, vai ver até foi “reza” que colocaram em cima deles. Porque o que vem depois é ainda pior: um dos rapazes que tentou fugir, depois de preso, negou a acusação. E o que seus amigos fizeram? Mentiram também e saíram todos tranquilos para suas casas, felizes da vida? Não... Os amigos do cara confessaram o roubo em depoimento.
Mas os japoneses pensaram grande, gente... Eles tentaram roubar (e colocaram não me perguntem onde) os primeiros 57 volumes de One Piece. Pode parecer pouco, mas o valor desses mangás no mercado, atualmente, é de 23.440 ienes (cerca de R$ 470,00). A série One Piece, na verdade, está bombando. Não sei se alguém aí lembra, mas, no final do mês de abril de 2011, a FUNimation processou 1337 pessoas por download ilegal do anime One Piece. A acusação? “Violação voluntária de direitos autorais”. Outra coisa interessante? O preço dessa violação foi de 1500 dólares, embora devesse ser de 750 dólares. O motivo da duplicação do valor é que, além de download, estimava-se que cada um faria upload dos episódios... O que constitui duas vezes a violação voluntária dos direitos autorais.
Orgulho do One Piece: está cada vez mais popular. Orgulho do Japão: as leis são cumpridas tão severamente por lá que chega a ser lindo!
Publicação original de 09/05/2011. 1 imagem desta publicação não sobreviveu à migração de 2013.